Petrobras se apressa e, no fim de governo, conclui venda da SIX

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Usina de Xisto SIX (foto de Rogério Reis, Agência Petrobras)
Usina de Xisto SIX (foto de Rogério Reis, Agência Petrobras)

Apesar de diversas ações judiciais em curso, além de representações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a operação, a diretoria da Petrobras anunciou a conclusão da venda da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), localizada em São Mateus do Sul, no Paraná, para a empresa canadense Forbes Resources Brazil Holding S.A, ligada ao grupo Forbes & Manhattan (F&M).

A Petrosix, tecnologia desenvolvida e patenteada pela estatal brasileira para extrair óleo combustível das rochas de folhelho betuminoso, também chamado de xisto betuminoso, também entrou no pacote do negócio. A crítica foi feita pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A SIX foi vendida por US$ 41,6 milhões (aproximadamente R$ 210 milhões). O valor é pouco superior ao lucro registrado pela SIX no último ano (cerca de R$ 200 milhões). O preço de venda é menos da metade do que a SIX desembolsou (R$ 540 milhões), no acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), para sanar as dívidas relativas ao não recolhimento de royalties sobre as atividades de lavra do xisto durante o período entre 2002 e 2012.

Há ações judiciais e representações impetradas pela FUP e pela Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás (Anapetro), por diversos motivos, contra a venda.

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“A venda da Unidade de Industrialização de Xisto, no Paraná, para a empresa canadense Forbes & Manhattan Resources Inc, é mais um crime cometido contra o patrimônio nacional”, afirma o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

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