Petrobras segue se desfazendo de suas reservas

Processo de privatização aos nacos continua firme na empresa; formalmente nega-se, mas, na prática, ativos vão sendo vendidos a cada dia.

Mercado Financeiro / 16:40 - 12 de ago de 2020

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Na noite de segunda, a Petrobras informou que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade, referente à venda de 50% a 100% de sua participação na concessão BM-S-51 com passagem de operação, localizada na Bacia de Santos, no polígono do pré-sal. A concessão está localizada em lâmina d'água que varia de 350 m a 1.650 m e cerca de 215 km da costa de São Paulo. As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A concessão BM-S-51 foi adquirida na 7ª Rodada de Licitações de Blocos realizada pela ANP em 2005 e está no 1º Período Exploratório, com compromisso remanescente de perfuração de um poço para cumprimento do Programa Exploratório Mínimo. Esse bloco exploratório está estrategicamente posicionado em relação às descobertas da Bacia de Santos e áreas exploratórias dentro do polígono de partilha de produção. A Petrobras é operadora com 80% de participação nesse ativo, em consórcio com a Repsol Sinopec Brasil que detém os demais 20%.

A concessão BM-S-51 foi adquirida na 7ª Rodada de Licitações de Blocos realizada pela ANP em 2005 e está no 1º Período Exploratório, com compromisso remanescente de perfuração de um poço para cumprimento do Programa Exploratório Mínimo. Esse bloco exploratório está estrategicamente posicionado em relação às descobertas da Bacia de Santos e áreas exploratórias dentro do polígono de partilha de produção. A Petrobras é operadora com 80% de participação nesse ativo, em consórcio com a Repsol Sinopec Brasil que detém os demais 20%.

Ontem, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) orientou seus sindicatos filiados a promoverem assembleias regionais para rejeitar a contraproposta feita pela Petrobras nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Outro indicativo importante é que as assembleias aprovem a extensão do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública decretado pelo governo por causa da pandemia, ou enquanto durarem as negociações entre trabalhadores e a empresa. As assembleias acontecem até o próximo dia 17. Além de zerar o reajuste anual para os trabalhadores, a contraproposta da Petrobras representa perdas reais de benefícios, como o fim da hora extra tanto na troca de turnos como para trabalhadores operacionais que trabalham em feriados, e alterações na assistência médica, que prejudicam mais velhos e os menores salários, aumentando, inclusive, a participação dos trabalhadores no rateio da assistência de saúde. A contraproposta da Petrobras também está descumprindo acordo já firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que proíbe demissão coletiva por cinco anos sem discussão prévia com os sindicatos.

"Em meio à gravidade da crise sanitária, econômica e política que impõe perdas de vidas e acelera os níveis de desemprego e pobreza, a gestão da empresa desrespeita seus trabalhadores e suas trabalhadoras, retalha a Petrobras para privatizá-la a toque de caixa, aumenta a remuneração da diretoria em mais de 33%, expõe os trabalhadores à contaminação do coronavírus, enquanto propõe 0% de reajuste à categoria. Também vamos deliberar pela prorrogação ou renovação das cláusulas e condições do ACT atual, até o fim do estado de calamidade pública. Em plena pandemia, basta prorrogar/renovar o ACT para negociarmos com tranquilidade e previsibilidade, sem faca no pescoço, evitando assim uma negociação às pressas", afirmou Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Outro ponto é que a empresa tem se negado a restabelecer o Fundo Garantidor, se eximindo de qualquer responsabilidade com trabalhadores terceirizados que tenham contraído a Covid-19, ou dar assistência para as famílias das vítimas fatais entre esses trabalhadores.

 

Com informações da Petronotícias

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