Petrobras sob ataque

Sob comando de bancos internacionais, cuja credibilidade enfrenta acelerado viés de baixa, especuladores e lobistas incomodados com o fortalecimento da empresa, as ações da Petrobras encontram-se sob forte ataque especulativo. Aos movimentos pró-baixa que costumam preceder movimentos de capitalização para obter preços mais favoráveis para compra junta-se a ação dos incomodados com a aprovação do novo marco regulatório. Ao mesmo tempo que postergam a votação do novo modelo no Congresso Nacional, fazem coro contra a demora da estatal se capitalizar. Mais revelador impossível.

Mais do mesmo
As crescentes manifestações dos gregos em protesto contra a opção do seu recém-empossado governo em jogar nas costas do setor produtivo, em geral, e dos trabalhadores e aposentados, em particular, a conta da farra da banca expõem um estreitamento da representação política e democrática Ocidental. Beneficiado pelo desgaste do conservador partido Nova Democracia, provocado pelas medidas liberalizantes que empurraram a Grécia para a recessão, o Pasok (Partido Socialista Pan-Helenico) – cujas práticas antagonizam-se com a sigla – chegou ao poder, justamente, para aprofundar as medidas que deixaram o país à beira do abismo. Ou seja, minoritário na sociedade, a plutocracia cria um jogo de espelhos no qual, vença quem vencer as eleições, nada muda em essência. Um tipo caso de déficit democrático.

Dinheiro em caixa
Aproximadamente R$ 85 milhões em Imposto de Transmissão (ITD) atrasado devem entrar nos cofres públicos do Estado do Rio de Janeiro até o fim de maio, data em que se encerra a anistia fiscal concedida pelo governo. O prazo terminaria em 30 de abril, mas foi prorrogado pela Lei 5.708. De acordo com o Cenofisco – Centro de Orientação Fiscal, desde março, quando o Refis estadual foi lançado, a Fazenda fluminense já arrecadou R$ 55 milhões em ITD. A anistia abrange também ICMS e IPVA de 2005 a 2008.

Avanço
O faturamento dos shopping centers em 2009 foi de R$ 73,6 bilhões, o que representa 16% das vendas do comércio nos ramos de produtos vendidos em shoppings. Até o final do ano passado, estavam em operação 367 shoppings, que ocuparam 8,7 milhões de metros quadrados com lojas, restaurantes, serviços e entretenimento. A previsão para 2010 é que sejam inaugurados 28 novos estabelecimentos.
“Os shoppings estão crescendo proporcionalmente cada vez mais como canal de compras”, avalia o diretor de Geonegócios do Ibope Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo.
Segundo o executivo, em 2008 a área de vendas por mil habitantes era de 44 metros quadrados. Em 2009, passou a ser 46 e, no final de 2010, serão 49 metros quadrados. Já a venda per capita foi de R$ 385 em 2009 e deverá chegar a R$ 412 em 2010.

Fora da concha
Segundo pesquisa publicada no Brazilian Journal of Infectious Diseases, não se deve comer ostras cruas ou mal cozidas, pois elas contêm microorganismos como o Vibrio parahaemolyticus, responsável por gastrenterite.

Em casa
Os representantes dos grandes grupos de comunicação criticam a criação de um Conselho de Comunicação Social, no qual “quatro ou cinco pessoas” decidiriam o que é correto ou não noticiar. Preferem a auto-regulação, em que representantes das quatro ou cinco famílias que dominam a comunicação no país decidiriam o que é certo ou não.

Insaciáveis
O péssimo padrão dos serviços privatizados de transporte de massa no Rio de Janeiro parece não inibir empreiteiras interessada$ no assunto e seus reverbadores na imprensa em, dia sim, outro também, baterem o tambor pela privatização da Infraero. Diante do mote da campanha de que o problema da gestão dos aeroportos brasileiro se deve, não ao persistente desvio do dinheiro de investimentos para pagamento de juros, fenômeno chamado por economistas de superávit primário, e, sim, ao caráter estatal da Infraero, esses ativistas precisam explicar, então, por que Metrô, Supervia e empresas de ônibus do Rio funcionam do jeito que funcionam. Isso quando funcionam.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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