Petrobras tem prejuízo de R$ 16,4 bilhões

Empresas / 21:07 - 10 de nov de 2016

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Sem reavaliação de ativos, estatal teria lucro de  R$ 600 milhões [caption id="attachment_559341" align="alignright" width="300"]Ben van Beurden: US$ 10 bilhões para começar Ben van Beurden: US$ 10 bilhões para começar[/caption] A Petrobras registrou prejuízo de R$ 16,458 bilhões no terceiro trimestre de 2016, segundo balanço da companhia divulgado nesta quinta-feira. No mesmo período do ano passado a estatal havia registrado perdas de R$ 3,8 bilhões, com baixas contábeis e valorização do dólar. Entre abril e junho, a empresa tinha registrado lucro de R$ 370 milhões. Os motivos das perdas apresentados pela empresa foram baixas contábeis de R$ 15,7 bilhões, devido à apreciação do real, revisão de premissas, o recente Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário e a reserva de recursos com acordos judiciais nos Estados Unidos. Na prática, a Petrobras reconheceu que seus ativos valem menos e lançou isso no seu balanço financeiro. “Esse resultado decorre, principalmente, do impairment de ativos (reavaliação de ativos) e de investimentos em coligadas no valor de R$ 15,709 bilhões”, disse a estatal em comunicado. Segundo o gerente executivo da companhia, Mário Jorge , sem a reavaliação a Petrobras teria lucro líquido de cerca de R$ 600 milhões. Já a Eletrobras, que também divulgou balanço nesta quinta-feira, anunciou que depois de promover mudanças na gestão e na governança companhia, transformou um prejuízo bilionário em lucro. No terceiro trimestre do ano, a empresa ficou no azul em R$ 863 milhões – em igual período do ano passado, as perdas somavam R$ 4 bilhões. O resultado decorre, em boa parte, da contabilização de novas receitas relacionadas a indenizações devidas pela União à Eletrobras desde a renovação antecipada de seus contratos de concessão. Aberta a porta, Shell avança com tudo no pré-sal Um dia após a Câmara dos Deputados concluir a votação do novo marco regulatório do petróleo na camada do pré-sal, executivos e investidores ligados à Royal Dutch Shell se reuniram com o presidente Michel Temer e apresentaram detalhes sobre os US$ 10 bilhões que a multinacional pretende investir no país, ao longo dos próximos quatro anos. De acordo com os presidentes da Shell mundial e da Shell Brasil, Ben van Beurden e André Araújo, esses valores serão aplicados prioritariamente em projetos associados à Petrobras no pré-sal brasileiro. “Isso inclui o portfólio que adquirimos através da compra da BG e também do bloco de Libra”, disse Ben van Beurden após o encontro. “Ao mesmo tempo olharemos novas oportunidades, como os leilões do ano que vem e novos leilões do pré-sal, que possam vir a partir de 2018. Havendo oportunidades, olharemos a possibilidade de ampliar nossos investimentos”, acrescentou. A Royal Dutch Shell opera em mais de 140 países em atividades de exploração e produção, gás e energia, produtos petroquímicos, energia renovável e comércio e distribuição de derivados. Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados encerrou a votação do projeto de lei 4567/16, que tira a obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção. “É uma medida entreguista e vai contra todas as conquistas da história recente da Petrobras, sobretudo em relação ao pré-sal”, afirmou o deputado Jorge Solla (PT-BA). Para ele, o projeto vai im-pactar negativamente tanto a estatal quanto a economia brasileira.

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