Petrobras teve: queda acentuada de investimento nos últimos anos

149
Fachada do prédio sede da Petrobras
Petrobras

De 2003-2013, os investimentos nominais médios anuais da Petrobras atingiram US$ 27,7 bilhões e viabilizaram no período o pré-sal e a autossuficiência de petróleo. Na última década, porém, a estatal experimentou uma queda do volume de investimento para US$ 17,1 bilhões.

Os dados compõem o Boletim do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), publicação mensal com informações e análises estratégicas sobre o setor de óleo e gás, divulgado nesta quarta-feira. A edição traz editorial sobre a nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pontua o que ocorreu com a companhia em duas décadas.

Sem investimento não há sustentabilidade de longo prazo na indústria de óleo e gás. “A queda no volume de investimento é uma expressão do processo de desmonte da empresa e foco na rentabilidade de curto prazo, em especial no período 2016-2022, quando os investimentos médios foram de apenas US$ 13,8 bilhões”.

Na análise do instituto, a gestão de Jean Paul Prates (ex-presidente da Petrobras) trouxe avanços significativos na reorientação da companhia, mas sua gestão seguiu constrangida pela preservação da rentabilidade de curto prazo.

Espaço Publicitáriocnseg

“Alterar a direção da Petrobras é uma tarefa complexa, e a nova gestão, liderada por Magda Chambriard, enfrentará diversos desafios estruturais, dentre os quais, destacam-se: retomar uma política de recuperação das reservas a longo prazo, expandir a capacidade e eficiência do parque de refino nacional para reduzir a dependência da importação de derivados e a exposição à volatilidade internacional dos preços, incluindo, no médio prazo, a estruturação para produção de combustíveis sintéticos; ampliar a infraestrutura de escoamento de gás natural no país, fundamental para a descarbonização do parque industrial brasileiro; e retomar uma política industrial ativa”, enfatiza a análise.

Segundo o Innep, a gestão de uma empresa pública, estratégica e de capital misto como a Petrobras é complexa e exige uma capacidade de equilíbrio entre os interesses de seus acionistas minoritários e sua sustentabilidade operacional e financeira de longo prazo.

Na interpretação do instituto, a visão de longo prazo definirá o papel estratégico da Petrobras no presente e no futuro. A de conteúdo local, dinamizando setores estratégicos da cadeia de óleo e gás, como a indústria naval e logística; Definir uma estratégia ambiciosa e transparente para a Petrobras na promoção da descarbonização da matriz energética nacional e na transição energética, investindo em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono, levando em conta as potencialidades brasileiras e a busca do desenvolvimento nacional e regional.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui