Petrobras vigiada pela SEC

retoma a produção da P-36
Vigiada pela Securuty Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA), a Petrobras retomou a produção do campo gigante de Roncador, interrompida pelo o afundamento da plataforma P-36, em março de 2001. A nova unidade de produção, a FPSO-Brasil, que vai receber a interligação de 11 poços, reinicia a carga com a produção de 22 mil barris diários de um poço. Dentro de alguns dias, novo poço entra em operação e a produção se elevará para 40 mil barris por dia.
Além do petróleo, a nova plataforma vai gerar 750 mil metros cúbicos diários de gás natural. A capacidade total desta unidade é para 90 mil barris por dia. Essa carga produtiva só estará operando no primeiro semestre de 2003. As informações da empresa estão sendo “observadas” com cuidado pela  CVM dos EUA, que estaria tentando evitar “formação artificial de preço” das ações da Petrobras convertidas em ADR (American Depositary Receipts) na Bolsa de Nova York (NYSE).
Esse novo equipamento foi contratado sob a forma de aluguel e só vai atender à metade da produção da P-36 que era considerada a maior unidade de produção do gênero, no mundo, operando com 21 poços interligados para produzir 180 mil barris por dia. A FPSO-Brasil vai ficar na Bacia de Campos, no campo de Roncador, até 2007. O preço do aluguel não foi revelado. Ela vai sair da área quando estiver pronta a plataforma P-52, em fase de licitação.
Sua adaptação às condições operacionais do mega campo de Roncador demorou 15 meses, entre a contratação e a chegada à Bacia de Campos. Ela foi ancorada em águas com 1.290 metros de profundidade (lâmina d”água). Pode armazenar até 1,7 milhão de barris de petróleo e comprimir três milhões de metros cúbicos de gás natural ao dia, além de injetar 15 mil metros cúbicos de água salgada por dia para reforçar os poços de produção.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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