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sexta-feira, janeiro 15, 2021

Piora

O PIB dos Estados Unidos, neste ano, deve desacelerar 3,8%, o da Zona do Euro recuar 6%, o da Alemanha, 8%, o do Japão, 12%, o de Cingapura, 16%, e o da Coréia deve desabar 20%. A estimativa é de Nouriel Roubini, no seu RGE Monitor. Para evitar a depressão em forma de L (duradoura), “é preciso uma combinação coerente, crível e agressiva de queda de juro (tradicional e não ortodoxa), estímulo fiscal, limpeza dos ativos tóxicos do sistema financeiro e redução das dívidas de agentes privados insolventes (cidadãos e companhias não financeiras).

Faxina
Primeiro, diz Roubini, é necessária uma faxina apropriada no sistema financeiro, para que seja separado o joio do trigo. Ou seja, identificar os bancos solventes e os insolventes. “A partir daí, pode-se pôr em prática a nacionalização de muitas instituições financeiras, incluindo algumas das maiores. Em segundo lugar, deve-se promover uma redução agressiva dos débitos de milhões de mutuários. Isso significa cortar o valor de face das hipotecas e não apenas propiciar condições mais favoráveis de pagamento”, finaliza.

Rede rosa
As mulheres são responsáveis por 63% das compras online nos Estados Unidos, revela pesquisa do portal LS:N Global. As internautas respondem hoje por mais da metade dos usuários da Web. O número de portais com temática feminina cresceu 35% em 2007. Os portais femininos têm atraído mais audiência do que os destinados ao público masculino. A AOL, por exemplo, recebeu 16,1 milhões de visitas de mulheres (junho/2008) no AOL Living, site dedicado a mulheres, contra 3,3 milhões de visitas no AOL Asylum, dedicado aos homens. Na Inglaterra, a audiência dos blogs que destacam o estilo de vida feminino cresceu 52,5% no ano passado, contra 16,9% dos blogs similares, mas com temática masculina.
As blogueiras já superam os homens em países como França, Estados Unidos e Inglaterra. Nos Estados Unidos, existem 36,2 milhões de mulheres que assinam blogs.

Segurança
Filósofos costumam dizer que crises também podem ser momentos de crescimento, desde, claro, que sirvam para aprender com os erros do passado. Se isso é verdade, jornalistas de economia deveriam corar ao repetir a patuscada das suas fontes do mercado financeiro, que, ao justificarem a alta da dólar, apesar da quebra dos Estados Unidos, não a atribuem a movimentos especulativos, mas à crédula “busca pela segurança”. Tal tranquilidade é o equivalente a ser convidado a assistir ao afundamento do Titatic da cabine de Edward John Smith, o autoconfiante comandante do navio.

Dos motivo$
De toda a fauna de moralistas e corruptos já produzida pela humanidade, a dupla dos indignados seletivos e dos hipócritas é, em geral, a mais empedernida, por recorrer ao discurso de combate à corrupção, para atingir outros objetivos, não raro, mais escusos. É precisamente o caso de setores da imprensa tupiniquim, que tendo edulcorado os oito anos de presença do PMDB no Governo FH, agora, dedica-se a escavar todos pecados daquele partido – e eles são muitos – não para ajudar a sanear a vida pública nacional, mas para tentar implodir a aliança com o PT em 2010.

Parla, Jarbas!
Marqueteiros costumam recorrer à expressão relançamento para tentar recolocar no mercado produtos cujo prazo de validade midiático tenha se esgotado. Para que não pareça ser o caso do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), o mais recente neoudenista do Congresso, Jarbas poderia sair do terreno das generalidades e começar a contar casos concretos. Como participante ativo do Governo FH, no qual conviveu sem grandes indignações com os senadores José Sarney (PMDB-MA) e Renan Calheiros (PMDB-AL), as primeiras narrativas poderiam tratar dos bastidores da aprovação da reeleição de FH – um best seller garantido, segundo Newton Cardoso – e a formação de novas fortunas pós-privatização.

Folia
As 40 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas que participaram do evento Sabores do Brasil, organizado pela Apex-Brasil em Dubai durante o Carnaval, tiveram em um único dia 720 reuniões com 400 compradores de Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Líbano, Jordânia, Egito, Malásia, Madagascar, Sudão e Síria. As empresas apresentaram principalmente produtos de maior valor agregado, até então desconhecidos pelos árabes.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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