Piores

Do deputado Paulo Ramos (PDT) durante sessão do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro, no último dia 28, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj): “Piores do que os gringos que nos compram são os brasileiros que nos vendem”, destacou Ramos, observando ainda que “a Petrobras financia um instituto (Instituto Brasileiro do Petróleo – IBP) para assumir posições contrárias aos interesses da Petrobras e do Brasil”.

Cabelos brancos
Presente ao mesmo debate, o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Leite Siqueira, contestou a tese de que a Lei 9478/97, que pôs fim ao monopólio estatal do petróleo, foi a responsável pela evolução positiva da Petrobras nos últimos 12 anos: “Quem tem cabelo mais branco lembra-se que existia a conta petróleo. A Petrobras importava petróleo por US$ 25, vendia por US$ 14, e os US$ 11 restantes iam para a conta petróleo, que o governo jamais pagou. Então, quando se eliminou essa amarra de comprar por US$ 25 e vender por US$ 14, permitindo que se vendesse pelo preço que se comprou, a Petrobras deixou de perder com o petróleo importado e passou a ganhar muito com o produzido no país”, segundo relata a edição eletrônica do Correio da Cidadania (www.correiodacidadania.com.br).

Fim das amarras
Siqueira acrescenta que, com o custo de extração do petróleo no país a US$ 3 e o produto vendido aqui por US$ 25, e como o Governo FH preparava-se para privatizar a estatal, a mudança que, a partir de 1999, deu a ela o direito de funcionar como uma empresa de petróleo lucrativa foi “a razão fundamental” para o grande salto da Petrobras: “Não tem nada a ver com a Lei 9478, até porque, se há auto-suficiência hoje, 90% do petróleo produzido foram descobertos pela Petrobras na vigência da Lei 2004/53. O pré-sal também foi pesquisado na vigência desta lei. A empresa levou 30 anos pesquisando essa província e, quando a tecnologia permitiu, achou”, recorda, acrescentando que afirmar que a mudança da lei beneficiou o desenvolvimento da Petrobras “é a maior mentira e a que mais engana os incautos”.

Bravata
Venceu terça-feira da semana passada o ultimato dado pelo golpista Roberto Micheletti para o governo brasileiro definir o status do presidente Manoel Zelaya na embaixada brasileira em Honduras. O Brasil solenemente ignorou a exigência do bufão e… nada aconteceu.

Inferioridade
Um misto de complexo cucaracha e oposição a qualquer viés progressista do Governo Lula abunda nas redações dos “jornalões” brasileiros quando o assunto é o golpe em Honduras e o apoio do Brasil ao governo eleito. No exterior, porém, a atitude brasileira é aplaudida e vista como prova da ascensão do país no cenário internacional.

É elogio
Por isso, o chanceler Celso Amorim deve ver as críticas, jocosas ou iracundas, por sua atuação em geral em defesa dos interesses externos brasileiros e, em particular, na firme condenação aos golpistas hondurenhos, como uma espécie de condecoração por bons serviços ao país.

De volta ao passado
Segundo cálculos citados pelo ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), o governo que mais construiu unidades habitacionais (índice de habitações financiadas em relação à população brasileira) foi o do general Figueiredo (3,63/mil), ainda sob impulso do Governo Geisel (3,3/mil). Depois vieram os tristes períodos Sarney (1,14/mil) e Collor (1,16/mil). FH conseguiu 2,27/mil e Lula parece caminhar para atingir índices do tempo em que a economia real do Brasil crescia: até o ano passado estava em 2,67/mil.

Corda bamba
Por ano, 23,5 mil acidentes na construção civil são notificados ao Ministério do Trabalho. O setor é o quinto em ocorrências, entre os segmentos registrados. “Mesmo alto, o número deve estar bem abaixo da realidade, já que o segmento tem muita informalidade”, destaca Expedito Arena, um dos diretores da Casa do Construtor. As quedas lideram as estatísticas de acidentes de trabalho no setor.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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