Pirata oficial

Beth Carvalho e Lobão são alguns dos artistas que estarão amanhã, em Brasília, para defender a aprovação em comissão da Câmara dos Deputados do projeto que torna obrigatória a numeração dos discos vendidos no Brasil. Curiosamente, embora sejam supostamente as maiores interessadas em controlar o número de discos efetivamente vendidos, as gravadoras formam o principal lobby contra a aprovação do projeto. Tal resistência à transferência coloca em xeque a sinceridade da ação delas contra a pirataria.

Virtual mesmo
A Pesquisa Anual do Comércio (PAC/IBGE) revela que, em 2000, as vendas no varejo pela Internet representavam apenas 0,1% (R$ 201,5 milhões) do total de receita líquida do setor. No mesmo ano, as vendas nas lojas foram responsáveis por 94,9% da receita e a comercialização porta-a-porta ficou com 2,2%. Em todo o país, 16.261 empresas comercializaram seus produtos porta-a-porta, empregando cerca de 25 mil pessoas e obtendo receita de R$ 3,7 bilhões. “O comércio eletrônico ainda não atingiu o brasileiro, que tem baixo poder aquisitivo e não tem acesso à informática”, alerta o coordenador regional para Rio de Janeiro e Espírito Santo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) Juraci Martins dos Santos dos Santos.

MST
O desembargador Ruy Alcântara, da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, decretou o despejo de 130 famílias de trabalhadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocupam uma estrada no município de Conceição de Macabu. O despejo está marcado para hoje, às 10 horas. Há risco de violência, uma vez que os trabalhadores estão decididos a permanecer na área declarada pública pela Prefeitura local. O prefeito Cláudio Eduardo Barbosa Linhares informou à Justiça que a estrada é área pública e não privada. O ofício do prefeito reforçou a decisão dos sem-terra de não abandonar o local.

Crise à vista
Em palestra promovida ontem pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg) no Parlatino, em São Paulo, o economista norte-americano Lyndon LaRouche traçou um destino sombrio para a economia brasileira. Para ele, o Brasil enfrentará uma grave crise nos primeiros três meses de 2003. O país não estará sozinho. Para LaRouche – perseguido pela direita dos EUA por suas posições contra o neoliberalismo e as oligarquias financeiras anglo-americanas – a globalização está se esgotando e o mundo avizinha-se de uma grave crise financeira. O economista será agraciado hoje pela Câmara Municipal de São Paulo com o título de Cidadão Paulistano.

Inimigo íntimo
Candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho não perdeu a chance de ironizar proposta do ministro da Fazenda, Pedro Malan, de oferecer uma cadeira na diretoria do Banco Central para o presidente eleito. Para o ex-governador do Rio de Janeiro, isso mostra que nem o atual governo acredita na vitória do tucano José Serra.

Chutometria
Se os operadores da praça londrina atuam no mercado financeiro com a mesma precisão que no mercado futebolístico, os investidores que têm suas carteiras administradas por eles têm sérios motivos para ficar de cabelo em pé. Favorita absoluta nas bolsas de aposta de Londres, a França volta para Paris ostentando a condição de segunda pior campanha da Copa do Mundo até agora. Com apenas um ponto ganho e sem marcar um solitário gol, os campeões do mundo em 1998 superaram apenas a equipe da Arábia Saudita, que perdeu todas as partidas, sem marcar um único tento.

Mercado futuro
Como todos perdedores do mercado à vista, os operadores londrinos têm no mercado futuro a única chance de diminuir as perdas dos “comprados” em França. Com duas derrotas e nenhum gol marcado, a China, a depender do resultado contra Costa Rica, pode se despedir do Mundial com desempenho mais sofrível que a França, que, neste caso, terminaria a Copa com a terceira pior campanha, com uma medalha de bronze às avessas.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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