PIX: 38% dos pequenos e médios e-commerces já usam

BC estuda lançar real digital em 2024; entusiasmo com PIX pode ter influenciado positivamente percepção de brasileiro sobre digitalização.

Por ocasião de um ano de lançamento do PIX, pesquisa da plataforma Loja Integrada mapeou o perfil do micro e pequeno empreendedor digital no Brasil e apontou que cerca de 38% dos pequenos e médios lojistas virtuais já possuem o meio de pagamento ativo em suas lojas. O estudo foi realizado com 3.060 lojistas virtuais de todo o país durante o mês de maio de 2021 por meio de questionário na internet.

A partir de agora, as transações efetuadas utilizando o PIX poderão ser: entre pessoas; entre pessoas e estabelecimentos comerciais; entre estabelecimentos e para entes governamentais (pagamento de impostos e taxas).

No comércio eletrônico, o PIX oferece praticidade e agilidade na hora de finalizar uma compra. Funciona assim: ao selecionar o PIX como método de pagamento no e-commerce, um QR Code é gerado e apresentado ao consumidor na tela de Checkout. Se o consumidor estiver realizando a compra utilizando o computador, basta escanear o QR Code usando o aplicativo do banco ou carteira digital e realizar a transação em tempo real”, explica Pedro Henrique Freitas, CEO da Loja Integrada.

Ainda segundo o executivo, o PIX chega para colaborar e para democratizar ainda mais as compras pela internet. Pessoas que não possuem um cartão de crédito, por exemplo, agora poderão utilizar esta nova forma de pagamento. “No comércio, o PIX significa uma nova possibilidade de pagamento, mais prática do que dinheiro e boleto bancário. Para os consumidores finais, o PIX é uma opção adicional de meio de pagamento, que oferece agilidade e praticidade na transação”, finaliza.

Já outro levantamento, da empresa de pagamentos online PayPal revelou que 93% dos brasileiros estão “extremamente” ou “de certa forma propensos” a aderir a uma moeda digital de Banco Central (CBDC, na sigla em inglês). Para o estudo, o PayPal entrevistou 4.000 pessoas do Brasil, EUA, China e Alemanha.

No que diz respeito ao interesse por uma criptomoeda nacional, o Brasil só ficou atrás da China, onde 99% dos entrevistados afirmaram estar propensos a aderir à uma moeda digital nacional. Na Alemanha e nos EUA os percentuais foram 77% e 73%, respectivamente. Entre as maiores economias do mundo, a China é a que mais avançou no desenvolvimento de uma CBDC. O país planeja fazer um teste em massa do chamado iuane digital durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022.

No Brasil, o Banco Central também está engajado em lançar o real digital, previsto para 2024. A autoridade monetária já criou um grupo de estudo para isso e, em maio, lançou diretrizes para o desenvolvimento da CBDC brasileira.

O levantamento do PayPal também descobriu que 79% dos brasileiros gostam da ideia de não precisar utilizar dinheiro físico para realizar pagamentos, superando China (72%), EUA (58%) e Alemanha (40%).

De acordo com o PayPal, o grande entusiasmo com o PIX pode ter influenciado positivamente a percepção dos brasileiros sobre a digitalização, deixando a população mais aberta a aceitar uma moeda digital nacional.

Conforme destacou Paulo Aragão, especialista em criptomoedas, cofundador do CriptoFácil e host no Bitcast, quando anunciado, o PIX foi apresentado como uma “resposta às criptomoedas” de uma forma geral. Contudo, o PIX é, na verdade, um grande aliado dos criptoativos tanto no curto quanto no longo prazo. “No curto prazo porque possibilitou uma integração 24×7 entre osSistema financeiro tradicional e o mercado cripto. E no longo prazo porque as pessoas estão começando a se acostumar com pagamento com QR Code direto do celular. Ou seja, os brasileiros já estão se familiarizando com o funcionamento do ambiente dos criptoativos”, disse o especialista.

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