Pix: 73% dos bancarizados pretendem utilizar o Pix nas transações

Agilidade no pagamento, transferência gratuita e utilização a qualquer hora são os maiores atrativos para os consumidores.

Pesquisa do Banco BS2, em parceria com o painel OpinionBox, mostra que 73% dos brasileiros bancarizados devem utilizar o Pix nas transações. O estudo entrevistou 2.010 pessoas no Brasil inteiro, acima de 18 anos, entre os dias 14 e 26 de outubro.

O levantamento também traz os maiores atrativos percebidos pelos consumidores na utilização do Pix. De acordo com os entrevistados, a agilidade para fazer os pagamentos é o que motiva 58% a utilizar o meio para transações, seguida da gratuidade para realizar transferências (57%). Na sequência estão a possibilidade de fazer a operação a qualquer hora do dia (54%), realização nos fins de semana (51%) e a praticidade (47%).

Quando os resultados consideram a faixa etária, as opiniões sobre o principal benefício se dividem. Os mais jovens valorizam a rapidez para fazer um pagamento pelo sistema (57%) e a possibilidade de usar a qualquer hora (55%). Já os respondentes com 50+ primeiro consideram a transferência gratuita (62%) e depois a agilidade (60%).

A novidade ganha força rapidamente entre a população. Os entrevistados disseram que o Pix já pode ser apontado como o segundo meio de pagamento principal, ficando atrás apenas do cartão de crédito. Outros meios citados foram o cartão de débito, dinheiro, TED e DOC, nesta ordem.

“As pessoas estão abertas a experimentar um novo meio de pagamento que acompanhe a agilidade e a dinâmica do mundo atual. O Pix veio para facilitar e agilizar essa jornada, de uma forma simples e segura”, diz Juliana Pentagna Guimarães, vice-presidente do Banco BS2.

Além disso, a pesquisa mostra que a maioria das pessoas não pretende utilizar o meio de pagamento apenas para uma atividade específica. 71% querem utilizá-lo para compras de eletrodomésticos, eletrônicos, livros e roupas, 69% para pagamentos de conta do bar, restaurante ou padaria. Outros 60% considerariam pagar uma viagem à vista e até mesmo adquirir um veículo à vista pelo Pix (45%).

A pesquisa foi realizada dias antes da estreia do Pix, o que explica percentuais ainda reduzidos de conhecimento sobre a plataforma. Entre 18 e 29 anos, 40% dos entrevistados alegaram conhecer o Pix. Na faixa entre 30 e 49 anos o percentual era de 33%, número que caía para 25% acima de 50 anos. Ainda, 46% dos entrevistados que receberam comunicados sobre o Pix não tinham realizado o cadastro de chaves para operar naquele momento.

Após a apresentação do conceito de Pix para todos os respondentes, 74% das pessoas entre 18 e 29 anos e 30 e 49 anos afirmaram que utilizariam a tecnologia, enquanto entre aqueles acima dos 50 anos o percentual foi de 68%.

“Esses dados reforçam que o Pix é um meio de pagamento que deve se perpetuar em pouco tempo. De toda maneira, por mais que o Banco Central e os próprios bancos tenham investido em informação, ainda vemos oportunidade de atuação, seja para ampliar o conhecimento e a aderência ao sistema, seja no desenvolvimento de outros produtos dentro da plataforma Pix”, completa Juliana.

Quando o recorte é geográfico, os moradores da região Norte são aqueles que mais alegaram conhecer a plataforma, com 37%. No Nordeste o número é de 36%, seguido por Sul e Centro-Oeste, ambos com 33%. O conhecimento na região Sudeste foi de 32%.

Após apresentar a tecnologia para os entrevistados, em todos os estados mais de 70% das pessoas disseram que aderirão ao Pix: 77% na região Centro-Oeste, 75% na região Norte, 73% no Sudeste, 72% no Nordeste e 71% no Sul.

Em uma semana de funcionamento, a tecnologia teve uma alta procura e superou as expectativas. “Tivemos um primeiro dia meio tímido, mas desde o segundo dia de operação as transferências cresceram exponencialmente. O ticket médio por transação na primeira semana foi de R$ 340 para pessoa física e R$ 2 mil por pessoa jurídica. Mas tivemos transações superiores a R$ 700 mil”, comenta Juliana.

Ela acredita que a velocidade com que o banco está conseguindo operar contribuiu para trazer ainda mais credibilidade à plataforma. “Segundo o Banco Central, 50% das transações precisam acontecer em até seis segundos e 99% em até dez segundos. Aqui no BS2 estamos atendendo a esses requisitos tranquilamente. Nossas transações Pix na primeira semana tiveram duração média de cerca de um segundo”, completa.

Após o período de testes do Pix, o BS2 foi o primeiro banco digital apto a operar na plataforma de transferências e pagamentos instantâneos.

Além da conta internacional, o BS2 também oferece um serviço de câmbio delivery para os clientes de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Dólar e outras 19 moedas estrangeiras podem ser adquiridas. O cliente solicita o valor desejado no aplicativo do banco e recebe em casa. O serviço, que é oferecido desde o ano passado, acabou de ser ampliado para as cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com dados internos do BS2, a procura por serviços de câmbio cresceu seis vezes desde o início do delivery, em agosto de 2019.

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