PIX desbanca cartão de débito, segundo pesquisa

Débito aparece em terceiro lugar, com 22%, seguido por dinheiro (16%), TED (10%) e DOC (3%).

De acordo com um levantamento do banco BS2 com correntistas de todo o país, o PIX, novo serviço de transferência de valores do Banco Central, já é indicado como a melhor opção de pagamento para 24% dos entrevistados, ficando atrás apenas do cartão de crédito (25%).

Na lista de meios de pagamento preferidos dos entrevistados, o débito aparece em terceiro lugar (22%), seguido por dinheiro (16%), TED (10%) e DOC (3%). O estudo, realizado entre 14 a e 26 de outubro, entrevistou 2.010 pessoas de todos os estados com 18 anos ou mais e conta aberta em alguma instituição financeira.

Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados indicaram que a agilidade em fazer pagamentos está entre as principais vantagens do PIX. Outra, apontada por 57% das pessoas, é a gratuidade nas transferências. A comodidade de fazer a operação a qualquer hora do dia (54%), inclusive aos finais de semana (51%), e a praticidade do novo serviço (47%) são outros fatores que favorecem o uso do novo serviço.

De acordo com o Banco Central, nos primeiros sete dias de funcionamento, o PIX movimentou R$ 9,3 bilhões, em 12,2 milhões de transações realizadas.

Para Felipe Dellacqua, vice-presidente de vendas e sócio da VTEX, o PIX incentiva o pagamento à vista, ajudando no fluxo de caixa do lojista e reduzindo o endividamento do brasileiro. Além disso, o PIX tem força para substituir o boleto como meio de pagamento nos próximos meses. “Com o pagamento em tempo real, o valor já entra na conta do lojista na mesma hora, além de ser uma transação muito rápida para o consumidor”, diz.

A pesquisa realizada pelo BS2 revela ainda que a adesão dos consumidores ao PIX tende a crescer. O estudo mostrou que 73% dos bancarizados pretendem usar o PIX como forma de pagamento. As classes A e B, que ganham acima de R$ 5.226 por mês, demonstraram a maior predisposição ao novo serviço. Entre esses, 80% responderam “com certeza vou utilizar” ou “provavelmente vou utilizar”.

Outra pesquisa, encomendada pela fintech Worldpay from FIS traz um panorama sobre como as diversas gerações estão gastando dinheiro e fazendo pagamentos desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil e em outros 14 países. O Generation Pay indica que dinheiro e cartões de crédito seguem dominantes entre os consumidores de todas as idades, mas as carteiras digitais já são adotadas por membros de todas as gerações – cerca de 40% da população brasileira. O número é maior do que o de países como Reino Unido (31%) e EUA (39%). Contudo, são os países asiáticos que saem na frente: as eWallets são adotadas por mais de 63% dos consumidores na China e por mais de 52% dos de Singapura.

O estudo reflete o nível de maturidade do mercado de pagamentos brasileiro, que consegue atender às expectativas e necessidades de todas as gerações, sendo possível que o comprador pague como quiser, seja com cartão de débito, seja com uma eWallet.

Os millenials (24 a 39 anos) são a geração brasileira que mais adota as eWallets, com 46% dos entrevistados usando o meio de pagamento em seu cotidiano. Eles são seguidos pela Geração X (40 a 54 anos), com 40%, Geração Z (18 a 23 anos), com 37%, e Baby Boomers (55 a 73 anos) com 35%. Apesar de os millenials serem os principais usuários das carteiras digitais, eles são também a geração mais preocupada com segurança na hora de realizar pagamentos digitais.

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