Pizza elétrica

A comissão de sindicância interna de Furnas, formada por empregados de carreira, divulgou que já entregou ao presidente da companhia, José Pedro Rodrigues de Oliveira, o relatório final da apuração de denúncias sobre a existência de “sobras financeiras alimentadoras de atividades político-partidárias”. O trabalho concluiu que é impraticável a “transferência de recursos da tesouraria da companhia para qualquer beneficiário interno ou externo, assim como a possibilidade de superfaturamento”.

Jogo milionário
Esta coluna em nenhum momento duvidou da responsabilidade do presidente Lula sobre o caos instalado em Brasília. É ele o fiador da manutenção de uma política econômica antipopular, que contraria tudo que seu partido defendia e que desrespeita os milhões de eleitores que acreditaram que a esperança venceria o medo. Para manter essa política econômica, o PT trilhou o caminho que o fez chafurdar na lama. Na mesma lama criada pelo tucanato, é o que indicam as provas e testemunhas até agora.
Essa certeza, porém, não permite que se acredite que Lula atuou de alguma forma para beneficiar seu filho no negócio com a Telemar. Primeiro, porque o valor envolvido – falam em R$ 600 mil, o que mal dá para comprar um carro e um apartamento de três quartos nos Jardins – é ridiculamente baixo, diante das bilionárias cifras que surgem em contas como as da empresa de Marcos Valério. Segundo, porque tudo poderia ser feito sem que aparecesse o nome do filho de Lula – a firma é recém-constituída e “laranjas” estão à disposição na praça, até para petistas.
É possível que a Telemar soubesse com quem estava negociando e que isso tenha acelerado o negócio. Não será a primeira nem a última vez em que um filho de alguém famoso se beneficia disso; muito pior é usar o avião presidencial para transportar os amigos para lá e para cá.
Para os que insistem no “valor milionário” do contrato, que seria incompatível com a realidade do setor de jogos no Brasil, vale saber que, no ano passado, o mercado mundial de jogos eletrônicos movimentou US$ 21 bilhões, mais que Hollywood, que teve que se contentar com US$ 9,2 bilhões.
Além do mais, R$ 2,5 milhões é pouco mais do que um grande grupo de comunicação arrancou de uma única entidade patronal para patrocinar “cadernos especiais”.

Gatos
O Rio de Janeiro deixa de arrecadar cerca de R$ 100 milhões em ICMS com o furto de energia. Os consumidores honestos perdem duas vezes, pois o preço da energia roubada é dividida entre as tarifas de todos que pagam suas contas em dia, lembra o secretário fluminense de Energia, Wagner Victer. Nesta segunda começa curso para capacitar a polícia a investigar esse tipo de crime.

Iseb
Está em marcha uma processo visando à refundação do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb). Criado no conturbado ano de 1955, o Iseb foi extinto em abril de 1964. Intelectuais – não-acadêmicos, na sua maioria, entre eles, Helio Jaguaribe, Candido Mendes, Roland Corbisier e Werneck Sodré – criaram uma entidade cultural que deveria servir de instrumento para uma efetiva ação política na conjuntura econômica e social brasileira dos anos 1950.
À frente da discussão estão o empresário Alfredo Marques Vianna, o advogado Raphael de Almeida Magalhães, o jornalista José Carlos de Assis e dos economistas Mauricio Dias David e João Paulo de Almeida Magalhães – os três últimos integrantes do Conselho Editorial do MM.

Entulho
Orientar os construtores em relação à Resolução municipal 387 é o objetivo do curso Noções Básicas de Gestão de Resíduos da Construção Civil, que o sindicato da indústria da construção (Sinduscon-Rio) realizará, em sua sede (Rua do Senado, 213), nos dias 20 e 21 de julho, das 9h às 13h. Informações pelo telefone (21) 2221-5225, ramal 227, ou pelo e-mail detec@sinduscon-rio.com.br

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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