A gestão de riscos e a sustentabilidade empresarial estiveram no centro dos debates do evento Cidades Protegidas, realizado nesta quarta-feira (15), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Promovida pelo Sincor-MG, a iniciativa reuniu especialistas, lideranças do setor de seguros e representantes institucionais para discutir soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável e à proteção das cidades mineiras. A programação incluiu painéis temáticos, debates técnicos, momentos de networking e atividades de integração, consolidando o evento como um espaço estratégico de articulação entre mercado, conhecimento e prática.
O presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, ao abordar questões relacionadas a gestões de riscos atuais, pediu atenção para um maior entrosamento entre os setores privado e público na formação de programas que protejam a sociedade, abrangendo habitação, saúde, educação, cultura, mobilidade e todos os segmentos que contribuem para a melhor qualidade; “Que possam fazer diferença na vida das pessoas”, ressaltou. Também defendeu o protagonismo do corretor, cuja attividade básica se concentra em defesa da família,
Entre os destaques da programação, a palestra “Dados e soluções regionais”, com o professor Maurício Tadeu, trouxe um panorama detalhado dos desafios urbanos contemporâneos. Segundo ele, a gestão de riscos deixou de ser um tema técnico para assumir papel central na administração pública e privada.
“Os riscos que enfrentamos hoje não são falhas do sistema, são o próprio sistema em funcionamento”, afirmou. Ao abordar Belo Horizonte, o especialista destacou a complexidade da capital mineira, inserida em uma região metropolitana com 34 municípios e exposta a riscos ambientais, sociais e de infraestrutura. “O risco não é potencial. Ele é presente, documentado e crescente”, alertou, defendendo a integração entre gestores públicos, empresas e o mercado segurador. “Proteger o patrimônio público não é gasto. É governança”, completou.
Planejamento sucessório
Outro ponto de atenção foi o planejamento sucessório nas empresas brasileiras, tema da palestra “A importância de projetos de sucessão”, apresentada pela primeira-dama do Sincor-MG, Regina Bentes. Ela chamou atenção para a baixa preparação das empresas diante da continuidade dos negócios. “Grande parte das empresas não discute a possibilidade de interrupção da vida de um dos sócios. Isso se reflete em dados preocupantes. Cerca de 70% não chegam à segunda geração e mais de 95% não têm recursos para quitar imediatamente haveres em caso de falecimento”, afirmou.
Para ela, a ausência de estrutura sucessória expõe empresas a riscos financeiros e conflitos familiares, especialmente em negócios tradicionais. “Sem um plano adequado, o impacto vai além do econômico. Há desdobramentos judiciais e rupturas em relações pessoais que poderiam ser evitadas”, destacou.
Regina defendeu o seguro de sucessão empresarial como ferramenta essencial para garantir a continuidade dos negócios e proteger todo o ecossistema ao redor das empresas. “É uma proteção que resguarda não apenas o CNPJ, mas funcionários, fornecedores e a própria comunidade”, explicou. Segundo ela, o planejamento deve começar o quanto antes, com apoio de profissionais especializados e formalização jurídica adequada. “Empresas que vivem seus valores no dia a dia conseguem formar líderes naturalmente, preparados para dar sequência à missão e evoluí-la”, concluiu.
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