Plano de execução de “terroristas” busca legitimar o assassinato em massa de palestinos

Projeto de lei aprovado em primeira leitura pelo Parlamento israelense que prevê a pena de morte para palestinos condenados por assassinato de israelenses. A proposta não se aplica a cidadãos israelenses

726
Desespero do filho consolado pela mãe em Gaza (foto: Agência Xinhua)
Desespero do filho consolado pela mãe em Gaza (foto: Agência Xinhua)

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) criticou nesta terça-feira (11) o projeto de lei aprovado em primeira leitura pelo Parlamento israelense que prevê a pena de morte para palestinos condenados por assassinato de israelenses. A proposta, defendida pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, não se aplica a cidadãos israelenses.

Em comunicado divulgado pelo jornal Filastin, o grupo classificou o texto como “uma tentativa de legitimar o assassinato em massa de palestinos sob ocupação” e afirmou que ele representa “uma extensão da postura racista e criminosa do governo sionista”. O Hamas também disse que o projeto é “fascista e sádico” e demonstra “flagrante desrespeito às leis e convenções internacionais, incluindo o direito humanitário internacional e os direitos humanos”.

A organização pediu à comunidade internacional e às Nações Unidas que condenem a medida e “imponham sanções dissuasivas contra a entidade sionista”. O grupo também solicitou a criação de “comitês internacionais de investigação” para inspecionar prisões israelenses e “examinar as condições dos prisioneiros palestinos, submetidos a torturas e abusos sistemáticos”.

Ben Gvir, cujo partido apresentou o texto, declarou que “os tribunais não devem ter nenhum poder discricionário” e que “qualquer terrorista que saia para matar deve saber que receberá a pena de morte”. O projeto ainda passará por comissões antes das votações finais no Knesset.

Espaço Publicitáriocnseg

Fonte: Europa Press

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg