Plano de Guedes rebaixa Brasil a colônia

Proposta não funcionou em nenhuma parte do mundo.

As propostas do ministro Paulo Guedes não são apenas envelhecidas e com cheiro de mofo, mais ainda em um momento em que as barreiras neoliberais caem no Peru, Equador, Argentina e, mais impactante, na Suíça – ops, quis dizer Chile – para ficar apenas entre os vizinhos. Elas são uma ameaça a qualquer projeto de Nação que os brasileiros possam sonhar nos próximos anos, ou décadas.

O que o governo intenta com sua constituinte de um homem só é impedir que o país ocupe seu espaço entre as grandes nações, relegado a fornecedor de matérias-primas e mercado para miçangas e espelhos oriundos da Corte.

Não se trata somente – e já seria extremamente grave – de aumentar a desigualdade e desviar para os rentistas parcelas significativas dos gastos com a área social, como se educação e saúde beirassem a perfeição e estivessem em posição de doar recursos. Nem de passar para o setor privado tarefas que cabem ao Estado, e que as empresas não têm interesse nem capacidade em assumir.

O que se pretende é reduzir a população (proposta da globalização a que Bolsonaro e mentores fingem combater), desmontar a educação (formando apenas trabalhadores bem treinados), acabar com qualquer capacidade do Estado de puxar o investimento e encaminhar o desenvolvimento.

Essa proposta, como dito no início, não é apenas extemporânea. Ela é fadada ao fracasso, por não ter funcionado em parte alguma do mundo. Basta, para ficar em um só exemplo, ver dois países grandes produtores de petróleo, Noruega e Nigéria. O primeiro explora o produto através de uma estatal e constituiu um fundo soberano com reservas de US$ 1,09 trilhão. O segundo é explorado por companhias estrangeiras, vive em crise interna e é um dos lugares mais perigosos do mundo.

 

Colonizada

Resistências ao projeto Guedes-Bolsonaro deveriam ser naturais em um país que tivesse uma elite com raízes nacionais.

 

Sem voto

Quando, em 2013, Dilma propôs uma mini Constituinte, foi crucificada. Agora, o Governo Bolsonaro faz uma nova Constituição nos escaninhos da burocracia e não é questionado.

 

Aprender rapidamente

A máxima de que o segredo para a inovação consiste em errar rápido para iniciar um processo de evolução das empresas já havia se tornado praticamente uma receita de sucesso. Mas, como quase tudo na era da quarta revolução industrial, este conceito também acaba de ser ultrapassado.

Em palestra que abriu as atividades do Auditório CESAR na 19ª edição da HSM Expo – maior evento de gestão da América Latina – o CDO do CESAR, Eduardo Peixoto, afirmou que o foco da transformação digital deve ser aprender a aprender muito rapidamente. Só assim será possível se adaptar melhor e conseguir sobreviver com protagonismo nos novos tempos.

 

Ouro

Bolsonaro não incluiu a golden share (ação com poder de veto) na privatização da Eletrobras. Ele é mais próximo do golden shower.

 

Rápidas

Com a proposta de contribuir na formação de estudantes e profissionais de administração em Niterói (RJ), o Conselho Regional de Administração (CRA-RJ) vai realizar dia 11, na Câmara Municipal, evento sobre tendências e oportunidades na Era Digital. Inscrições aqui *** O advogado Paulo Parente, do escritório Di Blasi Parente & Associados, faz palestra sobre o Protocolo de Madri, no último dia do World IP Forum 2019, que se encerra nesta sexta-feira, em Taipei, Taiwan *** Aberto ao público, o simpósio “A Academia na Serra II” ocorrerá sexta e sábado, em Petrópolis, organizado por FMP/Fase, Fiocruz e Academia Nacional de Medicina *** O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) realizará nesta sexta-feira o seminário “Os desafios da LGPD – estamos preparados?”. Inscrições aqui *** O livro 101 Dias com Ações Mais Sustentáveis para Mudar o Mundo, do professor da ESPM e especialista em sustentabilidade, Marcus Nakagawa, é finalista do Prêmio Jabuti 2019, na categoria Economia Criativa *** O diretor médico da Med-Rio Check-up, Gilberto Ururahy, recebe, nesta sexta-feira, no Palácio Guanabara, a medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região *** O consultor Luiz Affonso Romano pretende encerrar ainda em novembro a pesquisa Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil edição 2019, que revela quem é, o que faz e as áreas de atuação do consultor no Brasil. Participe clicando aqui.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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