Apenas 6,4 milhões de domicílios (8,5% do total) brasileiros não têm acesso à internet; o uso de TV por assinatura diminuiu nas áreas urbanas e cresceu nas áreas rurais; entre os domicílios com televisão, 43,4% (ou 31,1 milhões) utilizavam algum serviço pago de streaming de vídeo.
Os dados são do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pnad Contínua, divulgado pelo IBGE. O Módulo abrange o acesso à internet e à televisão nos domicílios e o acesso à internet e a posse de telefone celular pelas pessoas com 10 anos ou mais de idade.
Alguns pontos da pesquisa mostram a transformação na utilização e acesso a serviços de TIC nos últimos anos:
- De 2021 a 2022, o número de domicílios com TV no país subiu de 69,6 milhões para 71,5 milhões. No entanto, a proporção recuou de 95,5% para 94,4%. Isso ocorreu em todas as regiões e a maior redução foi no Norte: de 90,7% em 2021 para 89,9% em 2022.
- Entre os domicílios que utilizam serviço pago de streaming de vídeo, 95,3% também acessavam canais de televisão, sendo 93,1% na TV aberta e 41,5% com TV por assinatura. Apenas 4,7% dos domicílios com acesso pago a streaming de vídeo não tinham TV aberta ou por assinatura. “Isso mostra que o streaming ainda está longe de substituir as modalidades mais tradicionais de TV”, explica Leonardo Quesada, analista da pesquisa.
- Cerca de 56,5% dos domicílios do país (ou 42,6 milhões) tinham rádio em 2022.
- Os três principais motivos para domicílios sem internet foram: nenhum morador sabia usar a internet (32,1%), serviço de acesso à internet caro (28,8%) e falta de necessidade em acessar a internet (25,6%).
- A banda larga tem sido o principal tipo de conexão à internet nos domicílios, variando entre 99,7% e 99,9% entre 2016 e 2022. Em 2021, a proporção de domicílios com banda larga móvel se reduziu, voltando a subir em 2022.
- Em 2022, 27,7% dos domicílios com televisor tinham acesso a TV por assinatura, sendo 28,8% em área urbana e 19,8% em área rural. A proporção de domicílios com TV por assinatura em áreas urbanas recuou de 37,2% em 2016 para 28,8% em 2022. Já em área rural, essa proporção cresceu de 11,9% em 2016 para 19,8% em 2022.
- De 2021 a 2022, a proporção de domicílios com microcomputador recuou de 40,7% para 40,2%. Em 2016, esse percentual era de 45,9%. Já a proporção de domicílios com tablet, que recuava desde 2016 (15,5%), subiu de 9,9% (2021) para 10,7% (2022).
- A proporção de domicílios com telefone fixo no país foi de 12,3%, queda de 3,3 p.p. em relação a 2021 (15,6%).
- A taxa de domicílios com telefone móvel celular (96,6%) aumentou frente a 2021 (96,3%).
- O percentual de domicílios com serviço de rede móvel celular funcionando para internet ou telefonia passou de 86,2% em 2016 para 92% em 2022.
- Em 2022, entre as 185,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade do país, 87,2% (ou 161,6 milhões) utilizaram a internet no período de referência (últimos três meses anteriores à entrevista), ante 84,7% em 2021.
- As crianças e os idosos são os grupos etários com menor percentual de pessoas que utilizaram a internet em 2022. O grupo etário de 10 a 13 anos registrou 84,9%, e esse percentual cresce sucessivamente até alcançar o pico de mais de 96% de usuários nos grupos de 20 a 24 anos e de 25 a 29 anos. Daí em diante, a proporção de usuários de internet cai a cada grupo etário, chegando em 62,1% entre as pessoas de 60 anos ou mais.
- Ainda que o uso da internet venha crescendo em todos os grupos, o crescimento foi mais acelerado entre os idosos, com 60 anos ou mais de idade. Em 2016, a proporção de idoso que usavam a internet era de 24,7% subindo para 62,1% em 2022.
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