Política neoliberal colocada no córner

Não chegou a causar surpresa a rebarbada que os caminhoneiros deram em Michel Temer após a reunião em que o governo pediu trégua, quinta à noite. Um presidente sem credibilidade, em decomposição e sem autoridade não poderia conseguir nada mais que a indiferença. O governador Pezão, do Rio, anunciou redução de imposto e colheu a continuidade do movimento grevista.

Essa fraqueza, porém, esconde o perigo de abrir espaço para toda espécie de aventuras. Nas redes, pululam mensagens alarmistas tentando se apropriar da paralisação, fake news de quem pretende ter uma força da qual não dispõe.

Mas não se duvide que há interesses – estes sim, poderosos – que, carentes de um candidato de direita com chances de vitória, adorariam adiar as eleições de outubro. Para isso, não hesitariam em criar um clima de caos e clamar por intervenção. Em 2013, o que começou como “não são só 20 centavos” desembocou no “não vai ter Copa” e montou as bases para o impeachment de Dilma em 2016.

A paralisação dos caminhoneiros é um protesto contra as políticas neoliberais que jogaram nosso país em três anos de sufoco, ainda que os motoristas não tenham consciência disto, como bem analisa J. Carlos de Assis em artigo aqui na seção de opinião. Por isso, o apoio de quem tem dificuldade para pagar a igualmente cara gasolina ou o estratosférico preço do botijão de gás.

Surgem manifestações de motociclistas, taxistas, motoristas de vans escolares e outras categorias apoiando os caminhoneiros e reivindicando a extensão, aos demais combustíveis, da redução de preços. O que está em jogo é uma mudança de rumo, abandonando as políticas contracionistas e entreguistas.

A falta de alimentos e transportes, porém, pode minar esse apoio, e rapidamente parte da população pode ser levada a condenar os grevistas, pretexto para elevar a tensão e tentar manter uma política moribunda. Quem quer o bem do Brasil precisa ter clareza disso.

 

Avaliações opostas

Consumidores e empresas concordam: atendimento é essencial. Porém, a avaliação que ambos fazem sobre os serviços prestados é oposta: 45% das companhias consideram o atendimento prestado bom, enquanto 51% dos clientes avaliam como mediano, e 16% deles, como ruim.

Os dados são de levantamento encomendado pela Octadesk, especialista em gestão de relacionamento com o cliente. Segundo a pesquisa, para 92% das empresas, o atendimento pode ser um grande diferencial, opinião compartilhada com 62% dos consumidores.

Notamos que grande parte dos clientes, 38%, acreditam que as empresas se importam pouco com a qualidade do atendimento que oferecem, e 15% acreditam que elas não se importam de modo algum. Isso mostra que, apesar de as empresas afirmarem compreender a importância do atendimento, elas não passam credibilidade suficiente para seus consumidores”, explica Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk.

Como não poderia deixar de ser, serviços de telefonia, internet e TV a cabo encabeçam a lista de pior atendimento.

 

Ricos e pobres

Em 1997, em seminário da Adesg acerca do saneamento ético e moral do Brasil, um dos expositores asseverou: “No Brasil, se uma pessoa rica roubar milhões não vai para a cadeia, mas se um pobre roubar uma galinha , vai preso.” A boa notícia é que melhoramos, a mais ou menos é que ainda não recebemos alta, comenta o consultor Luiz Affonso Romano.

 

Rápidas

Neste domingo, acontece o Saúde Barra, ação social que contará com a participação de diversos profissionais como dermatologistas, dentistas, advogados e cabeleireiros. O dermatologista Murilo Drummond fará atendimento gratuito para o público e ressaltará sobre a importância da prevenção de câncer de pele. O evento será no calçadão da praia da Barra da Tijuca, em frente à Praça do Ó, de 9h às 14h *** O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças Ibef-Rio) realizará no próximo dia 13, às 8h30, a 37ª edição do Encontro de RH – Desafios do RH para 2018–2020, com a palestrante Miriam Gold e as convidadas Cris Henriques e Dani Fazzi. Detalhes em www.cursosibefrio.org.br *** A FGV Energia realiza nesta segunda o seminário “Alíquota de Royalties em Campos Maduros”, com o secretário-executivo do MME, Márcio Félix, e o secretário de Petróleo, Gás e Biocombustível, João Vicente de Carvalho Vieira. Inscrições: www.fgv.br/eventos/?p_evento=3898&p_idioma=0

 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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