Policiamento reforçado em terreiros de umbanda e candomblé de Itaboraí

Terreiros foram ameaçados por pastor evangélico em show gospel.

Os terreiros de religiões de matriz africana de Itaboraí terão a segurança reforçada para garantir o funcionamento dos templos ameaçados de fechamento pelo pastor Felippe Valadão durante show gospel realizado na última quinta-feira como parte das comemorações pelo aniversário da cidade.

O reforço no policiamento foi pedido pelo relator da CPI da Intolerância Religiosa, na Assembleia Legislativa do Rio, Átila Nunes, ao secretário da Polícia Militar, Coronel Luiz Henrique Pires e o planejamento da ação foi discutido nesta terça-feira durante reunião com o comandante do Batalhão da PM de Itaboraí, tenente-coronel Gilbert dos Santos.

O encontro contou com a participação de lideranças religiosas do município, entre eles o Pai Thiago Magalhães, um dos organizadores da manifestação realizada no domingo passado, que reuniu centenas de pessoas em um protesto contra a intolerância religiosa, dois dias após o pastor Felippe Valadão atacar religiões de matrizes africanas em evento oficial da prefeitura. Átila Nunes ouviu da polícia a garantia de que além da segurança reforçada, a cidade poderá ter em breve um núcleo da Decradi, delegacia especializada em crimes de intolerância religiosa.

“Saio da reunião confiante de que a polícia vai ter uma atuação mais ativa no combate à intolerância religiosa em Itaboraí. Conseguimos a garantia de que a Polícia Militar acompanhará de perto as ocorrências de preconceito e reforçará a atenção às áreas, onde funcionam os terreiros de umbanda e candomblé. A instalação de um núcleo da Decradi é fundamental na região, já que a postura do autointitulado pastor Felippe Valadão pode gerar uma onda irreparável de ódio e violência contra a diversidade em Itaboraí. Precisamos de um atendimento especializado para as vítimas de discriminação”, afirmou o relator da CPI da Intolerância Religiosa, na Alerj.

Dirigentes de terreiros de Itaboraí organizam a realização de um seminário para discutir a liberdade religiosa e ações futuras de combate ao preconceito no município.
Na última segunda-feira, o relator da CPI da Intolerância Religiosa protocou duas representações no Ministério Público: uma contra o pastor por incitação ao ódio religioso e outra pedindo o ressarcimento do dinheiro público gasto pelo prefeito Marcelo Delaroli para realizar o evento oficial usado para disseminar o preconceito religioso no município.

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