Política dos EUA é responsável pelos conflitos no Oriente Médio

Número de palestinos mortos passa de 9 mil; russos dizem que política dos EUA é responsável pelos conflitos no Oriente Médio

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Tanques de Israel destroem Gaza (foto: Ag. Xinhua/FDI)
Tanques de Israel destroem Gaza (foto: Ag. Xinhua/FDI)

A escalada catastrófica do conflito no Oriente Médio foi causada principalmente pelas políticas dos Estados Unidos na região, afirmou o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, esta semana, conforme a imprensa russa. Para Patrushev, a política dos EUA é responsável pelos conflitos no Oriente Médio

A política externa de Washington aumentou as tensões na região e levou a consequências devastadoras, nomeadamente baixas civis substanciais, disse Patrushev. “Em vez de tentarem ajudar a resolver o conflito israelense-palestino, os Estados Unidos estão contribuindo para a sua escalada, fornecendo armas e enviando porta-aviões para a região”, observou. Washington tenta preservar o seu domínio global, acrescentou.

Mais de 9 mil palestinos mortos

O número de palestinos mortos pelos ataques israelenses a Gaza já ultrapassou 9 mil desde o início do atual ataque de Israel ao Hamas, disse nesta quinta-feira o Ministério da Saúde com sede em Gaza.

O porta-voz do Ministério, Ashraf al-Qedra, disse numa conferência de imprensa que o número de mortos subiu para 9.061, incluindo 3.760 crianças e 2.326 mulheres, enquanto o número de feridos ultrapassou 32 mil.

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Ele disse que as forças israelenses realizaram 15 ataques nas últimas 24 horas, matando 256 pessoas e ferindo centenas.

O gabinete de comunicação social do governo em Gaza disse que Israel lançou mais de 10 mil bombas na Faixa de Gaza desde o início da sua ofensiva e estimou que a quantidade de explosivos utilizados por Israel excedeu as 25 mil toneladas, ou atingiu quase 70 toneladas por quilômetro quadrado.

Em 7 de outubro, o Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel, disparando milhares de foguetes e infiltrando-se no território israelense, matando pelo menos 1.400 pessoas em Israel. Em resposta, o exército israelita lançou ataques aéreos e operações terrestres contra a Faixa de Gaza e impôs um bloqueio ao enclave palestiniano.

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Egito recusa política de Israel de expulsar palestinos para Sinai

O Ministério das Relações Exteriores egípcio disse nesta quinta-feira, em comunicado, que o Egito ajudará a evacuar cerca de 7 mil cidadãos estrangeiros da vizinha Faixa de Gaza.

O ministro adjunto das Relações Exteriores do Egito para Assuntos Consulares, Ismail Khairat, reuniu-se com embaixadores e diplomatas estrangeiros no Cairo na quarta-feira, informando-os sobre os esforços do Egito para aliviar a crise humanitária em Gaza e ajudar na saída de cidadãos estrangeiros através da passagem de Rafah, disse o comunicado.

Khairat disse que o Egito está pronto para “facilitar a recepção e evacuação de cidadãos estrangeiros de Gaza através da passagem de Rafah”, referindo-se a “cerca de 7 mil cidadãos estrangeiros com nacionalidades de mais de 60 países”, segundo o comunicado.

Pela primeira vez desde o início do recente cerco israelita a Gaza, a passagem de Rafah, a única passagem fronteiriça entre o Egipto e o enclave palestiniano, recebeu na quarta-feira centenas de portadores de passaportes estrangeiros e dezenas de palestinianos feridos de Gaza para serem tratados em hospitais egípcios.

O Egito tem criticado as tentativas de Israel de empurrar mais de 1 milhão de habitantes de Gaza para se deslocarem para o sul e já reiterou anteriormente a sua rejeição ao influxo de refugiados palestinos para a Península do Sinai através da passagem fronteiriça de Rafah.

O Brasil espera autorização para repatriação dos brasileiros retidos por Israel em Gaza. Nesta quinta-feira, chegaram a Recife 32 pessoas repatriadas da Cisjordânia, em uma nova etapa da Operação Voltando em Paz. A aeronave seguiu depois para Brasília.

Com Agência Xinhua

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