Popularidade do governo continua caindo

Menções positivas a Bolsonaro não ultrapassam 37%: mais de 60% seguem fazendo publicações negativas sobre o presidente.

O percentual de pessoas que avaliam a gestão como ruim/péssima é de48,0%. 27,5% consideram o governo bom/ótimo e 24,5%avaliam como regular. A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, no qual foram inseridos novos dados.
Nas 24 horas após o início da Cúpula do Clima, a hashtag#ForaSalles era a mais utilizada em posts que mencionam Bolsonaro no Twitter, representando 14,8% das publicações. Já a tag #RicardoSallesFica representava 4,2%.
A intervenção de Bolsonaro no evento foi vista com desconfiança no Brasil e também internacionalmente. O mundo espera ações para a concretização dos objetivos de combater o desmatamento e zerar as emissões de gases do efeito estufa.
Os atos de Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente são vistos nas redes como um exemplo de que não há um intensão prática do presidente da República de melhorar os índices ambientais, uma vez que a imagem mais difundida do ministro é de alguém que tem reduzido as fiscalizações, desmantelado órgãos ambientais e defendido a devastação.
Apenas a bolha de apoiadores do Governo defende Salles e diz que ele é alvo de ataques porque, segundo afirmam, “combate esquemas envolvendo ONGs”
A formação de maioria no plenário do STF para considerar o ex-juiz Sergio Moro suspeito nas condenações de Lula da Silva refletiu intensamente nas redes, que viram a decisão como algo político. Os internautas não acreditam que os ministros tomam decisões baseadas essencialmente na Constituição e veem o Supremo comou ma corte contaminada por motivações e interesses e ocultos. O termo “insegurança jurídica” surgiu em diversas análises sobre o julgamento, acompanhados de avaliações que veem o sistema jurídico brasileiro fragilizado diante da instrumentalização das leis. Petistas comemoraram, mas o sentimento de medo foi predominante nos posts que mencionaram Lula. No Twitter, as menções negativas ao ex-presidente chegaram a 61%.
A defesa de Sérgio Moro surgiu por parte dos lava-jatistas, mas o ex-ministro recebeu mais críticas do que manifestações de apoio. As menções negativas a ele somaram 59% e as positivas 41%. O ex-ministro, no entanto, preserva uma forte imagem de alguém que combate a corrupção, mesmo tendo sido julgado como parcial nas ações referentes a Lula e a Lava Jato.
O adiamento da abertura dos trabalhos da CPI foi identificado como um agrado de Pacheco ao presidente da República, mas a pressão da oposição permaneceu nas redes.
Eles divulgam que o presidente da República tem medo das conclusões da CPI e, por isso, procurou afastar Renan Calheiros e agora tenta aproximação com o senador.
Outro movimento identificado pela oposição é o esforço de deixar Eduardo Pazuello arcar com as consequências mais graves das possíveis acusações da CPI.
Eles demonstram curiosidade pela reação do Exército a este movimento, pois a Instituição terá interesse em preservar a própria imagem. A entrevista de Fábio Wajngarten à “Veja”, na qual o ex-secretário culpa Pazuello pela falta de vacinas e diz que Bolsonaro recebia informações incorretas foi interpretada como uma tentativa do Palácio de ilibar o presidente da República das consequências de más decisões do Ministério da Saúde. No entanto, a oposição refere que o general era apenas um cumpridor de ordens.
A sanção do Orçamento, com vetos parciais, não amenizou as críticas que Paulo Guedes tem recebido. A aparente falta de articulação política deixa o ministro em posição fragilizada perante analistas, bom como a narrativa de que ele tem não tem atuado de forma consistente em relação à manutenção da responsabilidade fiscal.
A ideia de que o governo poderá cruzar a linha e realizar pedaladas está estabelecida. Analistas também veem a política do teto de gastos se estabelecer por meio de uma contabilidade criativa.
As menções positivas ao presidente Jair Bolsonaro variaram positivamente durante a semana, mas não conseguiram ultrapassar os 37%. Mais de 60% dos internautas seguem fazendo publicações negativas sobre o presidente da República. Internautas têm relatado um aumento da percepção da pobreza, com publicações mencionando que há mais pessoas pedindo comida e dinheiro e que houve um aumento da população de rua.
Analistas acreditam que uma parte significativa da classe média baixa está se transformando nos novos pobres. Eles identificam pessoas que viviam de salários baixos e/ou informais, que foram afetados pela pandemia e agora não conseguem fazer frente às despesas. A ideia de que o auxílio não é suficiente para aliviar as dificuldades econômicas das famílias também aprofundou esta semana. Além disso, a inflação também continua sendo motivo frequente de publicações. Internautas relatam, diariamente, alta dos preços nos supermercados e também em setores não alimentícios.
Os sentimentos de medo e tristeza continuam sendo os mais presentes em publicações que mencionam Bolsonaro.

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Avaliação do governo como bom não chega a quatro em 10

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