Por que o setor imobiliário da Flórida é tão resiliente e atrativo para investidores?

Top Florida Homes

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Gisele Kolbrich (foto: divulgação)

e acordo com o relatório da Redfin, empresa norte-americana de tecnologia imobiliária, o estado da Flórida (EUA) foi palco para a venda de seis dos 10 imóveis mais caros nos EUA, em dezembro de 2025. Isso evidencia a robustez do setor imobiliário da região, capaz de enfrentar períodos desafiadores com absoluta resiliência. Mas por que, afinal, a Flórida tem um setor imobiliário tão aquecido?


Gisele Kolbrich, brasileira e fundadora da Top Florida Homes, imobiliária boutique especializada no atendimento a investidores internacionais, o mercado imobiliário norte-americano tem uma média histórica de valorização. Autora do livro “O caminho de Casa – Your Way Home”, a empresária explica que a Flórida oferece inúmeras vantagens: “isenções e deduções fiscais […], tempo bom praticamente o ano inteiro, imóveis a preços razoáveis, custo de vida acessível, economia entre as melhores do país, oportunidades inigualáveis de entretenimento, […] gastronomia variada e, não menos importante, a uma curta distância do Brasil”, diz.


E mesmo desafios maiores, como questões climáticas, recebem o devido respaldo na região. “Como em qualquer outra parte do mundo, algumas áreas exigem um cuidado redobrado. Refiro-me aos fenômenos naturais ocorridos entre os meses de junho e novembro. Nessa faixa, as construções utilizam recursos tecnológicos avançadíssimos (desde a fundação até o telhado) para otimizar o nível de segurança de janelas, portas, garagens e outros componentes. Os real estate agents locais recebem treinamento específico sobre o tema e os imóveis devem incluir um seguro adicional (o chamado flood insurance) nos contratos de compra e venda”, afirma.

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A capacidade de superar desafios macroeconômicos e manter-se relevante a nível internacional é o que torna a região alvo ideal para investidores estrangeiros, além de atrair novos moradores que queiram reiniciar suas vidas em solo americano. “No início da última década, o número de imóveis à venda na área metropolitana de Orlando-Kissimmee- -Sanford sofreu uma queda e, quando o mercado voltava a atingir certa estabilidade, foi surpreendido pela pandemia. Mas vem recuperando seu fôlego desde o início de 2022, o que só comprova a forte capacidade do mercado imobiliário americano de se recuperar das crises”, pondera a escritora.


No Brasil, a economia é mais suscetível a oscilações e crises, além de exigir um tempo maior de recuperação, enquanto o cenário americano é exatamente o oposto. “Seguramente esse é um dos motivos pelos quais a compra de imóveis tem sido uma opção bastante popular entre os brasileiros: dados do Banco Central mostram que, entre 2007 e 2017, os investimentos brasileiros em imóveis no exterior aumentaram 240%. Em números absolutos, em 2020 essas aplicações somavam US$ 7.380 bilhões”, diz Gisele Kolbrich.


Isso quer dizer que o mercado imobiliário da Flórida é imune a dificuldades? Todas as aquisições são garantia de bons resultados. A profissional, em “O caminho de Casa – Your Way Home”, esclarece que não, mas enfatiza: os riscos são praticamente nulos se a compra tiver sido assessorada por um profissional idôneo e capaz. “No mercado americano (e, portanto, também na Flórida), essa função é desempenhada pelo real estate agent, o corretor de imóveis como o conhecemos no Brasil – com a diferença de que a atividade aqui é cercada de regras que a tornam extremamente segura”, finaliza.

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