Por que os EUA querem a herdeira da Huawei?

A prisão de Meng Wanzhou, diretora financeira global da chinesa Huawei, filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei, pode ser analisada por...

A prisão de Meng Wanzhou, diretora financeira global da chinesa Huawei, filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei, pode ser analisada por dois ângulos. Um é a imposição dos interesses dos Estados Unidos a aliados e inimigos, dentro da estratégia de garantir o domínio do combalido dólar no mercado financeiro global. Os EUA controlam as transações com a moeda e conseguem, assim, atingir os infiéis. O exemplo da Venezuela é claro: o país foi alijado do sistema financeiro e não consegue exportar o petróleo que produz.

O segundo ângulo é a disputa comercial, tecnológica e de segurança que o país de Donald Trump trava com a China. A Huawei é alvo nos Estados Unidos de diversas restrições que têm como principal argumento a suspeita de que os equipamentos da empresa de telecomunicações chinesa podem abrir brechas para espionagem e controle dos sistemas internos (o motivo da suspeita, provavelmente, é porque as empresas norte-americanas fazem o mesmo).

Os EUA têm dito a seus aliados que não usem produtos da Huawei por razões de segurança e continuam pressionando. O Reino Unido já avisou que vai restringir o uso dos equipamentos da companhia chinesa em sua rede 4G. Nova Zelândia e Austrália também anunciaram restrições. Todos súditos da rainha. Por coincidência, só que não, Meng Wanzhou foi presa no Canadá, outro membro da Comunidade Britânica. A executiva trilhava o caminho para comandar a empresa.

 

Seguridade no caixa único

A proposta da Reforma Tributária (PEC 293/2004), em tramitação na Câmara dos Deputados, afetam em cheio o financiamento da seguridade social, na medida em que a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) extinguiria a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins e a contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, que possuem vinculações constitucionais destinadas ao custeio da seguridade social.

A análise foi feita pela coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli. “A vinculação dessas arrecadações ao orçamento da seguridade social decorre do fato de elas serem contribuições. Na medida em que se transforma em imposto, altera-se a natureza do tributo e acaba-se a vinculação”, explicou.

Os recursos recolhidos pelo IVA irão todos para um caixa único e poderão ser destinados ao pagamento de juros da dívida e não mais para o financiamento da seguridade social.

De acordo com Fattorelli, as modificações propostas não atacam os principais males da questão tributária, já que o sistema deveria ser uma ferramenta de distribuição de renda e riqueza, combate a desigualdade social e pobreza, e “não como um instrumento de desvio de mais recursos públicos para alimentar o mercado financeiro já demasiadamente priorizado”.

 

Língua solta

Estima-se que o patrimônio do ex-ministro Antonio Palocci passe de R$ 85 milhões. É uma boa bolada para um médico que fez carreira na política. Ainda que pague a multa exigida pelo Ministério Público, de R$ 66 milhões, sobrariam uns R$ 20 milhões para o ex-ministro e agora delator ter uma aposentadoria folgada.

Já José Dirceu, ex-companheiro de Palocci no ministério de Lula, tem um patrimônio declarado de pouco mais de R$ 2 milhões. Quando ainda juiz, Sérgio Moro mandou leiloar imóveis de Dirceu que teria sido avaliados em R$ 11 milhões. Arrecadou R 465 mil com a casa do ex-ministro, e o restante encalhou, mesmo com lance mínimo 50% abaixo da avaliação.

 

Previdência

Com 54 anos, o procurador Carlos Fernando Santos Lima, da Lava Jato, se aposentará no início de 2019. No Facebook (onde usa o lema “Em defesa dos ideais republicanos”), diz ter 40 anos de serviço público (desde 1978 no BB, 23 anos como procurador). Provento integral?

 

Rápidas

A FGV Ebape realiza no Rio, no próximo dia 12, o seminário “Redes de ensino onde todos os alunos aprendem: casos e aprendizados”. Inscrições gratuitas: www.fgv.br/eventos/?P_EVENTO=4268&P_IDIOMA=0 *** A Fiesp realizará dia 11, a partir de 8h30, o Fórum Desafios Internos e Externos para o Novo Governo, na sede da Avenida Paulista *** O Coro Harmony – Melhor Idade fará um show dia 13, às 19h, no Caxias Shopping *** A FecomercioSP realiza dia 12, às 8h30, o 3º Fórum A Mudança do Papel do Estado, na sede (Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista) *** Os Optimistas se apresentam nesta sexta-feira, com uma mistura de rock, blues, reggae e bom humor, no clube Gurilândia (Rua São Clemente, 408 – Humaitá, RJ), a partir de 20h.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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