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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Porta aberta

Apesar de os investimentos em segurança e tecnologia alcançarem entre 6% a 8% de seus orçamentos anuais, o sistema de informática dos bancos ainda é extremamente vulnerável. Estudo da consultoria Deloitte com 200 dos 500 maiores bancos do mundo, revelou que 39% das maiores instituições financeiras sofreram algum tipo importante de violação em seu sistema de segurança ano passado. A pesquisa se choca com o senso comum de que os principais ataques teriam origem nas próprias empresas. Segundo a pesquisa, apenas 10% dos bancos que tiveram problemas em 2002 declararam que os ataques foram organizados por funcionários.

Sem porteiro
O índice de invasões sofridas pelas 500 maiores empresas listada pela revista Fortune é ainda mais assustador, variando de 80% a 90%. A Deloitte, porém, salienta que, por se tratar de bancos o índice de invasões do sistema é mais preocupante. Apesar disso, de acordo com o diretor da divisão de serviços da Deloitte, Gerry Fitzpatrick, 60% dos bancos não têm sequer um diretor de segurança da informação dedicado inteiramente a proteger os sistemas e os bancos de dados.

Hood Robin
Num mercado que cresce que nem rabo de cavalo, as empresas de TV a cabo buscam uma fórmula de espetar no governo a conta dos desacertos no setor. Um dos pleitos é redução de impostos, que correspondem a 30% do valor da assinatura. Isso apesar de a Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA) reconhecer que a televisão paga está presente em 70% dos domicílios da classe A, 25% da classe B e meros 5% na classe C (não entram no cálculo as “netgato” e similares presentes nos morros cariocas e em outras comunidades carentes). Não se sabe se os empresários do setor querem subsídios – termo tratado como palavrão nos noticiários das próprias TVs – ou beneficiar os mais ricos com impostos mais em conta.

CUT diz não
Se o aparelho petista conta com a CUT como correia de transmissão de suas propostas no movimento sindical, é bom José Genoino botar a barba de molho. O presidente da central, João Felício, bate duro na proposta de redução de direitos previdenciários: “Virou mito afirmar que funcionário público se aposenta com salário integral. Qual salário integral? Governadores e prefeitos, com honrosas e raríssimas exceções, inventaram abonos e gratificações e outros penduricalhos para impedir que o servidor público se aposentasse com salário integral e também para evitar que o atual aposentado obtivesse essa vantagem. Muitos servidores se aposentam com uma subtração em seu salário que pode até superar 20%. Nos parece um brutal confisco: descontam-se gratificações, subtraem-se 35% e, ainda, ficam sem reajuste de acordo com a inflação. Esta é a realidade salarial do servidor público brasileiro”, salienta Felício.

Meias verdades
O presidente da CUT também disse que as transformações na Previdência Social devem “resgatar o conceito de Seguridade Social, inserido na Constituição de 1988, na qual as políticas públicas relativas a saúde, assistência e previdência social devem ser pensadas de forma conjunta e articulada”. Ele reafirma a proposta de teto de 20 salários mínimos para os benefícios previdenciários, o que, de acordo com Felício, contempla cerca de 90% dos assalariados brasileiros: “Se é verdade que há setores do funcionalismo – uma minoria – que recebem altíssimos salários, é verdade também que a imensa maioria dos servidores públicos do país recebe salários que variam de um a quatro salários mínimos”, observa.

Corrosão
O presidente da CUT também diz ser “veementemente” contrário à  taxação dos inativos: “Não consideramos um funcionário que ganha mil e poucos reais um privilegiado. Com certeza, este já vem tendo seus salários corroídos ao longo dos anos, porque seus proventos não são reajustados de acordo com a inflação.” Ele também discorda da proposta petista de elevar a idade para a aposentadoria: “Se o servidor ou servidora quiser se aposentar pela idade atual (48 e 53 anos de idade), terá um desconto de até 35% para os servidores em geral e de até 10% para os professores de 1º e 2º graus. Se não quiser ter o desconto, terá que trabalhar mais sete anos se for funcionário público em geral e mais dois anos se professor de 1º e 2º graus. Se essa proposta for aprovada como está, em poucos anos teremos centenas de milhares de funcionários públicos recebendo proventos próximos do salário mínimo”, critica.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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