Portas abertas

A oportunidade que a África abre para o Brasil é um dos temas que mobilizam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em contato com esta coluna, na sede do Instituto Lula, o ex-presidente brasileiro afirmou que o país tem todo o espaço para entrar no continente africano com produtos e serviços. Ele destacou que o Brasil produz bens adequados para a realidade de lá, e lembrou que o africano tem especial admiração pelos brasileiros. “Precisamos ir para lá, e ir agora”, conclamou.

Raízes esquecidas
O Brasil exportou pouco mais de R$ 9 bilhões para países africanos em 2010. Desse total, somente 1% foi para Moçambique. A corrente de comércio entre os dois países em 2010 totalizou US$ 42,38 milhões, ou 0,01% do total da corrente de comércio do Brasil. A Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio SP) acha que uma das grandes oportunidades na relação com o país africano é o setor de infra-estrutura, principalmente em estradas e pontes, além de hidrelétricas, já que Moçambique tem uma matriz energética muito parecida com a brasileira.
Fábio Feijó, gerente geral de operações e suprimentos da Vale, destaca que há oportunidades para o setor de serviços, fornecendo alimentação, água e até mesmo guardanapos entre outras coisas. “Faltam fornecedores para nossos fornecedores. O que não faltam são oportunidades”, declara.
Do ponto de vista jurídico tributário, o advogado Flávio Couto Bernardes, que trabalha com clientes em Moçambique, garante que a situação é mais simples que a do Brasil e o peso da carga tributária, muito menor. “Para o consumo, por exemplo, só há o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de 17%”, aponta. “Já sobre o lucro das empresas, a única incidência é o Imposto de Renda.”

Cabide elétrico
A Associação dos Empregados da Eletrobras denuncia uma assistente da diretoria que teria passado um ano de licença maternidade, e só voltou após o caso ter sido trazido à tona pela entidade. Os padrinhos – da assessora – seriam o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o senador mineiro Aécio Neves. Os empregados sugere que o presidente da estatal incinere “esses cabides que foram e que estão esquecidos dentro dos armários da empresa nos escritórios do Rio de Janeiro e de Brasília”.

Sinais claros
Os bancos europeus têm pago, no mercado interbancário, prêmios de risco mais elevados para operações de empréstimos de curto prazo (de três meses a um ano), um dos sinais da deterioração das instituições financeiras do continente. Outros sinais também mostram que problemas de liquidez estão se acumulando. O apelo ao crédito do Banco Central Europeu voltou a aumentar: em julho, os bancos italianos dobraram sua dependência de financiamento do BCE, informa o jornal espanhol El País. Os bancos britânicos (RBS, Lloyds, Barclays) estão entre os mais atingidos pelas bolsas de valores nos últimos dias. A razão é a mesma que tem punido os bancos suíços, o alemão Deutsche Bank ou o francês Societé Génerale. E a frágil posição de liquidez das subsidiárias norte-americanas dos bancos europeus provocou o alarme da Reserva Federal.

Militar
O Núcleo de Estudos e Pesquisa em História Militar do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB) abre dia 5 próximo o I Ciclo de Estudos e Pesquisas em História Militar, que ocorrerá até novembro, na sede do Instituto (Museu Casa do Marechal Deodoro da Fonseca, localizado na Praça da República, 197 – Centro – Rio de Janeiro – RJ). Informações: [email protected]

Entrar na China
Quem tiver sangue frio para se aventurar no mercado de ações internacional, nesta quinta-feira haverá o road show Listing in Hong Kong Forum. O evento, que vai contar com a presença de representantes da Bolsa de Hong Kong, vai apontar as vantagens de usar aquele mercado para abertura plena de capital de empresas e para listagem de ações. Um dos organizadores do encontro, Daniel Lau, diretor do China Desk da KPMG no Brasil, acrescenta que serão apresentados estudos de casos de listagens bem sucedidas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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