Porto seguro

     
          Ao responder pergunta ingênua de uma repórter durante a coletiva de apresentação do resultado do banco no primeiro semestre, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, acabou mostrando porque os bancos privados não querem financiar o investimento produtivo no país: “O que inibe o crédito privado é que o grosso da captação está ancorada no curto prazo e na liquidez imediata. O Brasil precisa evoluir nesta questão.”
Só faltou dar o nome à tal liquidez sem risco e que paga os maiores juros do mundo: os títulos da dívida pública.

Dobro de seguidores
Quase 93 milhões de usuários visitaram o Twitter em junho, 109% mais que no mesmo mês de 2009, informa a empresa de estatísticas comScore. Por regiões, a América Latina teve o maior crescimento de audiência, 305%, alcançando 15,4 milhões de usuários. A região da Ásia e do Pacífico ficou em segundo, alta de 243%, para 25,1 milhões de visitantes. Em números absolutos, superou a América do Norte e passou a ser a região com maior número de usuários.
A região África/Oriente Médio deu um salto de 142%, para 5 milhões de visitantes, enquanto a Europa teve um aumento de 106%, para 22,5 milhões de visitantes. A América do Norte teve crescimento de 22%, para quase 25 milhões de visitantes.

Brasil em segundo
A maior penetração do sistema é na Indonésia, onde 20,8% de usuários da Internet visitaram o Twitter, seguida pelo Brasil, com 20,5%.

Chávez em terceiro
O terceiro país em que o Twitter tem mais difusão é a Venezuela, com o crescimento parcialmente fomentado, segundo a comScore, pelo fato do presidente venezuelano Hugo Chávez ter decidido juntar-se ao site no final de abril. Dezenove porcento dos internautas venezuelanos frequentam o site de mensagens curtas.

Motivação
Aperfeiçoamento profissional é o tema do encontro Motivação e Superação – Dia da Excelência Empresarial, nesta quinta-feira, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, Rio de Janeiro. A programação do evento, que conta com apoio da Artsoft Sistemas, está em www.iappeventos.com.br

Gol contra
A não transmissão do primeiro jogo da seleção brasileira depois da Copa do Mundo, e o primeiro em que foi dirigida pelo técnico Mano Menezes, pela TV Globo expôs, mais uma vez, as consequências deletérias do monopólio dos meios de comunicação. Embora o principal locutor da emissora tenha admitido que a partida gerara expectativa ímpar, a Globo, que, na semana anterior, alterara sua grade de programação para exibir São Paulo x Internacional pelas semifinais da Copa Libertadores da América, para esvaziar o debate dos presidenciáveis da Band, desta vez restringiu a transmissão a sua emissora a cabo, privando milhões de brasileiros de verem sua seleção jogar. Não por acaso, a organização a que pertence foi uma das que mais reclamaram do fim do monopólio do Grupo Clarín sobre a transmissão de jogos do campeonato argentino.

Gol contra II
O protocolar, burocrático e tardio pedido de desculpas do presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, reafirma o pouco apreço que a voadora dedica a seus clientes. Além de insistir em fazer pouco da inteligência alheia, culpando programas de computador pelo cipoal de atrasos e cancelamentos impostos aos passageiros, Oliveira Júnior, apontou o número de reclamações – 99 – e o total de acordos – 47 – para minimizar os transtornos causados pela voadora. Na verdade, a pouca magnitude das reclamações em relação ao total de prejudicados diz muito mais sobre o conceito que os brasileiros têm sobre o funcionamento da Justiça tupiniquim do que sobre a satisfação com os serviços do duopólio da aviação.

Jornalismo de resultados
A não ser que se acredite que jornalões conservadores resolveram, enfim, criar editorias sindicais, os generosos espaços abertos para denúncias de sindicalistas contra a Petrobras atendem por um nome: partilha. Desde que o governo Lula anunciou a troca do sistema de concessão para o de partilha na exploração do petróleo e que a estatal será a principal operadora do novo modelo, setores inconformados com a mudança passaram a exibir preocupações ecológicas e trabalhistas, até então, inauditas.
     
     

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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