Retrospectiva
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Portugal pior que Argentina de 2001

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Peter Boone, pesquisador da London School of Economics (LSE), e Simon Johnson, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, advertem que, depois da Grécia, Portugal é o “próximo no radar” dos mercados. Os dois especialistas consideram que a economia portuguesa não tem tido uma forte exposição e, com isso, tem estado relativamente protegida pelo fato de os holofotes estarem centrados na Grécia. Para os dois, tanto a Grécia quanto Portugal estão, em termos econômicos, no ápice da bancarrota e revelam uma situação muito mais arriscada do que a Argentina em 2001. Esses economistas vão mais longe, ao afirmar que Espanha e Irlanda estão com riscos idênticos aos de Portugal e da Grécia, porque têm problemas crescentes de competitividade internacional, decorrentes de terem entrado no euro com taxas de câmbio “excessivamente elevadas”, numa altura em que ainda tinham pela frente um longo caminho para pôr as finanças públicas em ordem.

Gestão de investimentos séria e responsável
Circula pela rede interna da Eletrobras carta do presidente da Eletros, fundo de pensão da estatal, que cita nota publicada nesta coluna dia 6 passado. Marco Aurélio Orrego da Costa e Silva, presidente da fundação, afirma que a nota não se refere à Eletros. Ainda assim, deu-se ao trabalho de explicar operação com derivativos feita pelo fundo de pensão em 2009. Apenas pelo apreço à transparência, claro, pois, como ele mesmo disse, a nota não se refere à fundação dos empregados da Eletrobras, nem as práticas cometidas pelo fundo citado na nota “se coadunam com os procedimentos decisórios” estabelecidos no fundo presidido por Orrego da Costa e Silva. Pelo apreço à transparência, a operação foi apresentada ao Conselho Deliberativo, que, provavelmente por compartilhar do mesmo apreço à transparência, decidiu criar uma comissão para “aprofundar o entendimento do assunto”.
Isso esclarecido, a carta do presidente da Eletros provoca algumas questões. A primeira: a operação com derivativos, ao contrário da operação de hedge de outro fundo de pensão citada nesta coluna, deu lucro? A segunda: pode-se entender, a partir da afirmação de Orrego da Costa e Silva (“a rentabilidade dos Planos da Eletros atingiu as metas esperadas na Política de Investimentos”), que a fundação saiu de déficit de 2008 para superávit em 2009? Outras questões podem ser feitas.

São Martinho define situação com Amyris
A São Martinho definiu com a Amyris Biotechnologies Inc. que não haverá alienação de parte do capital da Usina Boa Vista para o grupo norte-americano, que a Boa Vista continuará sendo integralmente controlada pelo grupo brasileiro. Agora, as companhias investirão na construção de uma planta química para a produção, em 2012, de farneseno para produtos químicos com tecnologia Amyris através de uma joint venture com participações iguais para cada grupo. O início da construção desta unidade industrial, com capacidade para processar o equivalente a 1 milhão de toneladas de cana de açúcar, deve acontecer até o dia 31 de dezembro deste ano, mas os dois grupos ainda não conseguiram as devidas aprovações, nem as licenças ambientais necessárias. A São Martinho fornecerá xarope de cana-de-açúcar, cuja comercialização será feita pela Amyris.

Camargo Corrêa pode lançar até R$ 1,5 bilhão
A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário comunicou ao mercado que seus lançamentos neste ano devem se situar neste ano entre R$ 1 bilhão a R$ 1,35 bilhão. Mas ressalta que essa projeção reflete somente a percepção da administração da companhia, pois a concretização está sujeita às aprovações dos órgãos governamentais, condições de mercado, desempenho do setor e da economia brasileira, além de outros riscos já apresentados. A direção da CCDI afirma que as estimativas não garantem desempenho futuro.

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Restoque aumenta vendas
A Restoque, que continua com o nome de Le Lis Blanc no pregão da Bovespa, registrou no primeiro trimestre deste ano receita bruta 27% superior ao do mesmo período do ano anterior, sendo que o faturamento das lojas próprias cresceu 21%, enquanto o das lojas multimarcas aumentou 56%. A empresa apresentou ainda crescimento de12% nas vendas brutas em lojas comparáveis (same-store sales). A liquidação da coleção de verão, realizada em janeiro, não teve sucesso, pois as vendas foram inferiores às registradas no mesmo evento do ano anterior.

Confusão continua na Cimpor
Os grupos brasileiros Camargo Côrrea e Votorantim e a portuguesa Caixa Geral de Depósitos incluíram para a discussão na assembléia geral da Cimpor a destituição de administradores como uma espécie de ultimato ao atual presidente executivo, Jorge Salavessa Moura. Essa executivo, alegando divergências relacionadas com compensações financeiras, será o único administrador a não renunciar ao cargo. Se nenhuma solução surgir até a reunião que será realizada no final deste mês, os três acionistas que possuem 64% da cimenteira portuguesa aprovarão a destituição deste gestor.

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