Potencial das pessoas para promover a diversidade

Por André Abram.

Seja por princípios, cuidados com a reputação, estratégia de marketing ou para atender à legislação, muitas empresas já entenderam que não será mais possível atuar sem ter a diversidade como parte da estratégia de negócios.

O fato é que quando o assunto é diversidade e inclusão, faz toda a diferença conseguir avaliar quão longe alguém pode ir no longo prazo. Isso possibilita nivelar a avaliação de candidatos externos e internos e a construção de um plano de sucessão. Muitos líderes de empresas falham na identificação do potencial e na avaliação e/ou comunicação dos valores intrínsecos dos talentos, e com isso acabam passando a impressão de que estão fazendo uma concessão ao trazer o candidato mais diverso.

O primeiro passo é deixar a intuição de lado e optar por uma e uma metodologia de avaliação, com roteiro e régua de calibragem que garantam as condições mínimas para comparar candidatos e garantir a robustez da análise.

O entendimento profundo do potencial vem logo em seguida. Aqui, as experiências podem ser um fator significativo, mas ela em si não endereça o tema do potencial, que se refere aos traços de personalidade que indicam quão longe alguém pode ir. Vale apostar nos projetos ambiciosos que essa pessoa buscou ao longo da vida, em como reage a feedbacks críticos, quais são suas fontes de informação e sua capacidade de gerar engajamento.

O último elemento da fórmula de sucesso é ajustar-se ao contexto do outro. É nesse momento que é possível ver o potencial com mais clareza, tirando de cena as especificidades de seu negócio. Foque em projetos nos quais o candidato liderou, de que forma consolidou seus objetivos e o impacto que gerou na vida das pessoas.

O que se conclui com essa conversa é que promover a diversidade passa pela análise do potencial. Várias organizações têm preparado a sua equipe de liderança para isso. E uma metodologia robusta, pela qual se veja traços de liderança preditivos de competências executivas – como curiosidade, insight, engajamento e determinação – contribui para essa tarefa.

 

André Abram é diretor-geral Brasil da Egon Zehnder.

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