Potencial

Em 2007, o consumo das fluorescentes compactas ficou entre 20% e 25% acima do ano anterior. O índice deve continuar aumentando velozmente, pois cerca de 50% dos lares brasileiros utilizam apenas lâmpadas incandescentes. Em relação ao Brasil de 2001, época do último apagão, o consumo de energia cresceu 32% (5,4% só em 2007) e, segundo dados oficiais, 68% das residências brasileiras consomem menos de 200 kWh/mês, locais em que existem menos lâmpadas econômicas e onde um programa de substituição incentivado pelo governo pode gerar uma grande economia de energia.

Corporativismo
A proposta do governo de Lula de condicionar a abertura da CPI dos Cartões Corporativos à extensão de irregularidades ocorridas na era FH é mais uma mostra dos malefícios causados pela tentativa de submeter o país à lógica do condomínio PT/PSDB. Como mostra todo o histórico recente, do qual o mais recente foi a CPI do Mensalão, toda vez que esse tipo de proposta é feita o objetivo – geralmente alcançado – é “você não mexe com os meus que eu não mexo com os seus”. É também mais uma prova de que a herança maldita deixada por FH a Lula não se restringe à ruinosa política econômica. Estendeu-se às práticas políticas tucanas.

Engano
O escândalo dos cartões de crédito deixou pelo menos uma curiosidade. Já que alegou que as irregularidades apontadas nos seus gastos foram frutos de “engano” a que teria sido induzido por colaboradores, a ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro poderia explicar uma coisa: que tipo de engano alguém comete ao usar dinheiro público para pagar contas privadas num free shop?

Desconto
A Prefeitura de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense) prorrogou, até o dia 15 próximo, o prazo para o desconto de 15% do IPTU. O prazo original para pagamento se encerraria em 31 de janeiro. A decisão foi tomada em função do atraso na distribuição dos carnês. “Devido as chuvas, a entrega dos carnês pelo correio acabou atrasando”, justificou-se a secretária de Economia e Finanças, Maria Helena Alves.

País chique
Um cidadão português, que morou os últimos anos na França e desde o final de 2007 está radicado no Brasil, se espanta com o custo de vida por aqui. Segundo ele, despesas como compras no supermercado e material de construção são iguais às que tinha em solo francês – com a diferença que o salário mínimo por lá beira os R$ 3 mil.

Jeitinho
Quem reclama dos “benefícios” dados a desempregados ou a aposentados no Brasil deveriam antes ver o que se passa na França. Uma pessoa desempregada pode receber o seguro-desemprego por até dois anos (dependendo da idade). Se recusar, sem justificativa, três ofertas de emprego, perde o benefício. Mas, prova de que jeitinho não é exclusividade brasileira, quem prefere ficar recebendo o dinheiro aceita a terceira oferta de trabalho – para, uma semana depois, dizer que não se adaptou e voltar ao ampara do Estado.
Fora o seguro, o desempregado na França tem direito a outros auxílios, como transporte e compras no supermercado gratuitos.

Dois anos depois
Embora ainda muito distante da média mundial – devido aos juros astronômicos – a ampliação do crédito no país já propicia até algumas práticas, digamos, pouco ortodoxas. Os pacientes do Centro Nacional – Cirurgia Plástica, por exemplo, que pagarem a conta com cartão de crédito Visa podem parcelar o pagamento em até 24 vezes. Tempo suficiente para se acostumar com a nova aparência ou, ainda, para quem é adepto da “faca permanente”, para nova plástica.

Paraíso
O banco Daycoval, uma das instituições mais ativas no segmento de crédito para empresas médias e para pessoas físicas (crédito consignado e financiamento de veículos), foi autorizado pelo Banco Central a instalar uma agência em Grand Cayman, nas Ilhas Cayman. Essa unidade terá capital de US$ 3 milhões e tem como objetivo, divulgado pelo banco, proporcionar o acesso a novas fontes de captação, viabilizando o alongamento dos prazos médios e redução dos custos.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorGoogle no samba
Próximo artigoMemórias Póstumas

Artigos Relacionados

R5, a nova onda dos Brics

Paulo Nogueira Batista Jr. defende impulso a uso de moedas nacionais nas relações do bloco.

SUS poderia ter salvado 338 mil norte-americanos

Assistência à saúde universal pouparia 1/3 das vidas na pandemia.

Ricaços da indústria foram poupados de perdas

Ações de empresas de tecnologia derreteram.

Últimas Notícias

Cruzeiros marítimos estão em busca do tempo perdido

O setor quer recuperar o tempo que a pandemia atrapalhou

Fundos de investimento: R$ 8 bi de captação líquida

Renda fixa foi o destaque do primeiro semestre

Petrobras faz oferta de recompra de títulos globais

Interessados têm prazo até 12 de julho

Inscrições para Prêmio de Inovação em Seguros da CNseg

Premiação acontecerá em dezembro para três categorias

Abavt apresenta propostas para Dpvat

Ministério da Economia cria grupo de trabalho para discutir solução