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terça-feira, janeiro 19, 2021

Povo e Nação

Com a experiência de dois anos de reuniões de trabalho com o presidente Lula, quando ocupou a presidência do BNDES, o professor Carlos Lessa arrisca uma análise sobre o ex-sindicalista: “Lula sabe o que é povo, mas não sabe o que é Nação. Ele conhece o povo, defende o povo. Mas talvez só agora, com o pré-sal, tenha vislumbrado o que é Nação.”

“Me inclua fora dessa”
Já Darc Costa, que foi vice-presidente de Lessa no BNDES, define assim Lula: “Para ele, existem dois tipos de problema – aqueles que não têm solução e os que se resolvem sozinhos”.

Dia da lei
Hoje, o Rio de Janeiro possui 5.303 leis, a maioria de pouca relevância e nenhum conhecimento. Para tentar organizar esse cipoal o deputado estadual João Pedro (DEM) apresentou projeto que visa a agrupar em um calendário as 275 leis em vigor que tratam da criação de dias ou semanas comemorativas sobre vários assuntos. Presidente da Comissão de Legislação Constitucional Complementar e Códigos da Alerj, o deputado diz que o projeto é o pontapé inicial na proposta de rever a legislação estadual. Em análises que começaram há dois meses, foram encontradas até duas leis que tratam sobre o mesmo assunto.

Sem trabalhadores
O economista Reinaldo Gonçalves falará sobre crise mundial e suas repercussões no Brasil nesta quinta-feira, no Sindsprev/RJ (Rua Joaquim Silva, 98, Lapa). Deverá reiterar que as medidas tomadas até agora pelo Governo Lula visaram a proteger o setor financeiro, os grandes ruralistas e as empreiteiras, que juntos responderam por 37% das doações oficiais à campanha de Lula em 2006. “Não há nenhuma medida que proteja o trabalhador e sua poupança”, ataca Gonçalves.

Barbeiro
Para Reinaldo Gonçalves, o governo pratica uma “política fiscal de cabelereiro”. Isto porque, em vez de seguir o caminho de todos os países desenvolvidos e grandes emergentes, que estão aumentando o gasto público para enfrentar a crise financeira e reduzindo os juros, “as opções do governo são corte ou coloração”, afirmou.

Ponte petróleo
A Continental quer operar, a partir de junho de 2009, vôos diários, sem escalas, entre o Rio de Janeiro e o centro de conexões da companhia em Houston. O pedido feito ao órgão regulador norte-americano inclui, ainda, a extensão do vôo até New Orleans, após a escala na capital do petróleo dos EUA. “Identificamos uma forte demanda por parte de nossos clientes corporativos, que pedem serviço diário sem escalas entre esses dois importantes mercados do petróleo”, disse John Slater, vice presidente de vendas da Continental para a América Latina e Caribe. Atualmente, a companhia opera vôos diários a partir de São Paulo.

Diploma, sim!
A exigência de diploma de curso superior para o exercício do jornalismo é apoiada por 73,9% dos estudantes de Comunicação e dos profissionais da área. A constatação é de pesquisa do Comunique-se. A enquete ouviu, via e-mail,  2.232 estudantes e jornalistas cadastrados naquele portal. Desse total, apenas 23,5% manifestaram-se contrários ao diploma e 2,6% afirmaram não ter opinião formada sobre o assunto.

Caminhos da modernidade
A Editora da Unesco lança, no próximo dia 6, às 18h, no auditório do campus Gragoatá da UFF, no Bloco O, 2º andar, o livro Países Emergentes e os Novos Caminhos da Modernidade. Com artigo de autores de referência no campo das relações internacionais como Giovanni Arrighi, Theotonio dos Santos, Kinhide Mushakoji e Jean Kregel, o livro aborda três temas centrais: sistema mundial e alternativas de desenvolvimento; cultura e modernidades alternativas e movimentos sociais; e os novos caminhos para a modernidade. O lançamento será acompanhado de debate coordenado pelo cientista político Theotonio dos Santos, integrante do Conselho Editorial do MM, e organizado por Carlos Eduardo Martins e Mónica Bruckmann.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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