Pra frente, Brasil

O custo dos estádios para a Copa do Mundo da África do Sul será quase duas vezes maior que os R$ 2,15 bilhões previstos. O Portal 2014 (www.copa2014.org.br) publicou números que mostram que as obras sairão por R$ 4,15 bilhões, segundo números oficiais das províncias que sediarão a Copa. Os cinco estádios construídos especialmente para o Mundial foram os principais atores do estouro, responsáveis por 75% do total investido nas arenas.
Na Alemanha, os 12 estádios somaram gastos de R$ 3,32 milhões, aumento de 50% em relação à previsão inicial. Para 2014, o governo brasileiro jura que as obras ficarão em R$ 5,342 bilhões. Ou seja, pode-se esperar gastos de pelo menos R$ 15 bilhões.

Promover o desenvolvimento
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, promete estar presente ao encerramento do seminário Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania. Se comparecer, será um estranho no ninho. O evento, realização do Ipea e o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal), discutirá propostas de regulamentação do sistema financeiro nacional conforme previsto na Redação da Emenda Constitucional (EC) 40 de 2003.
De acordo com a redação dessa emenda, lembram os organizadores, “o sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram.” Ou tudo o que o BC evita fazer.
O seminário será dias 29 e 30 de abril, no auditório da Fecomercio em São Paulo (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 3º andar, Bela Vista)

“Jogos da Paz”
Definir as ações e responsabilidades para a realização dos Jogos Mundiais Militares, que serão realizados no Rio de 16 a 24 de maio de 2011, é o objetivo da segunda reunião do Comitê Executivo dos jogos, nesta terça-feira. Os participantes da reunião visitam algumas instalações esportivas e as Vilas Militares, que abrigarão os 6 mil atletas de 110 países.

Economia pelo ralo
Em 2009, o nível de investimento do Município do Rio de Janeiro foi o menor da década, com apenas R$ 400 milhões, uma queda de mais de 50% em relação ao ano anterior, que foi de R$ 843 milhões, segundo dados retirados da prestação de contas do município e apresentados pela vereadora Clarissa Garotinho. “Infelizmente alguns gestores preferem “economizar” no começo do mandato para gastar em ano de eleição, ou no final do mandato, com obras faraônicas, esquecendo o principal: o bom funcionamento da cidade. Quem perde é a população”, critica a vereadora, lembrando o caos gerados pelas fortes chuvas na cidade.

DOC
As exportações de vinho da França para o Brasil cresceram 183,04% em quatro anos. Um dos motivos foi a ofensiva dos produtores da região de Sud de France. Hoje, cerca de 30 importadores brasileiros compram o vinho de lá. Uma delegação de produtores da região chega ao Brasil na próxima terça-feira para participar da 14ª Expovinis, a principal feira de vinhos do país, em São Paulo, de 27 a 29 de abril. Na pauta, o lançamento do Club Sud de France na capital paulista (no Rio foi lançado no ano passado), com a presença do chef Roland Villard. Hoje, a França é o quinto exportador de vinhos para o Brasil, porque o custo médio, inflado pelos impostos inexistentes para o produto importado do Mercosul, é quase duas vezes superior à concorrência: cerca de US$ 60 a caixa de seis garrafas de vinho tinto.

Falta de comunicação
Moradores de um condomínio na Zona Portuária do Rio de Janeiro reclamam que a Nextel recusa-se a ouvi-los sobre o problema causado por uma antena instalada – da operadora – ao lado de uma igreja tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Como a antena é um objeto estranho à construção original, a Prefeitura do Rio não libera o habite-se. A questão foi parar na Justiça, mas técnicos em telefonia ouvidos por moradores afirmam que bastaria a operadora recuar a antena poucos metros no mesmo terreno para resolver o problema com o Iphan.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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