Preço de imóvel subiu 1,6% em outubro no Rio

Rio de Janeiro / 14:22 - 4 de nov de 2016

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O preço nominal médio do m² para venda na cidade do Rio atingiu R$ 7.266 em outubro de 2016, valorização de 1,6% em relação a Setembro e o maior valor desde fevereiro. Se comparado com o mesmo período de 2015, cujo valor era de R$ 7.237, o crescimento foi de 0,4%. Em outubro de 2016, 51% dos consumidores buscaram imóveis para alugar e 49% para compra. O DMI-VivaReal, levantamento realizado pelo portal VivaReal, contemplou uma amostra de 30 cidades em diferentes regiões do país e considerou mais de 2 milhões de imóveis usados disponíveis para compra ou aluguel. No índice DMI-VivaReal, a média nacional foi de R$ 4.867 no m² para venda no país, desvalorização de 0,06% em relação a setembro. Rio de Janeiro é a segunda cidade mais cara para compra de imóveis no ranking. O ranking é liderado por Brasília com o valor do m² em R$ 8.218 e seguido das seguintes cidades: São Paulo (R$ 6.875/m²), Recife (R$ 6.056 /m²) e Vitória (R$ 5.729 m²). Já o preço médio do m² para aluguel no Rio de Janeiro permanece estável, a desvalorização nominal de 0,4% em outubro de 2016, comparado a setembro. O valor do m² carioca passou de R$ 33,78 para R$ 33,64 no período. O Índice DMI-VivaReal registrou média nacional de R$ 23,68 no m² para aluguel no país. O Rio de Janeiro é a segunda cidade da lista dos preços mais altos, a primeira é São Paulo (R$ 35/m²), seguida Brasília (R$ 32/m²) e Santos (R$ 28,75/m²). A Zona Norte (R$ 5.183/m²) registrou a maior valorização do m² para venda, sendo de 2% em relação a setembro. Já a Ilha do Governador atingiu valorização de 0,1% (R$ 5.435/m²). Dentre as que mais desvalorizaram estão a Zona Central (R$ 6.537/m²) que caiu -1,2%, seguida por Zona Sul (R$ 13.878/m²) que registrou -0,8%, e Zona Oeste (R$ 6.382/m²) com -0,7%. Os bairros com maiores variações positivas para venda foram Pilares (8,3%), Penha Circular (4,8%), Praça da Bandeira (4,5%), Praia da Bandeira, na Ilha do Governador (4,3%) e Itanhangá (3,2%). Entre os mais desvalorizados estão Sepetiba (-8,0%), Realengo (-7,2%), Bangu (-6,5%), Curicica (-5,8%) e São Cristóvão (-4,2%). Na capital, os cinco bairros mais valorizados para aluguel em outubro foram Botafogo (2,8%), Centro (1,4%), Vila Isabel (1,1%), Recreio (0,6%) e Laranjeiras (0,1%). Já os mais desvalorizados foram Jardim Botânico (-5,4%), Tijuca (-3,4%), Taquara (-3,2%), Barra da Tijuca (-2,9%) e Copacabana (-2,5%). SP: custo unitário básico da construção apresenta variação positiva de 0,04% em outubro O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo registrou variação positiva de 0,04% em outubro na comparação com setembro, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). No período, o CUB representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 1.295,64 por m². No ano a alta chega a 5,58%. Dentro da composição do indicador, os custos médios com mão de obra representaram 61,26%, materiais, 35,59% e despesas administrativas 3,16%. Para o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a variação não caracteriza uma alta, mas uma oscilação normal de preços dos diversos insumos que compõem a cesta pesquisada. - Com o cenário recessivo ainda dominando a economia, não há espaço para aumentos de preços. Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos houve alta de 0,05% no CUB na comparação com setembro, totalizando R$ 1.201,02 por m². Em 12 meses, o indicador chegou a 5,55%. Na mesma base de comparação, foi registrada participação de 58,20% nos custos de mão de obra, 38,39% de materiais e 3,41% em despesas administrativas. Em outubro, seis itens registraram altas maiores que a do IGP-M (0,16%), sendo as maiores em chapa compensado plastificado 18 mm (0,97%), areia média lavada (0,56%) e locação de betoneira elétrica 320 I (0,37%). Entre os materiais de maior relevância para o cálculo do CUB, concreto FCK=25 MPa teve alta 0,25%. O aço CA-50 Ø 10 mm ficou estável pelo terceiro mês seguido, enquanto o cimento CPE-32, saco de 50 kg teve queda de 0,49%. Calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Custo Unitário Básico (CUB) é o índice oficial que reflete a variação dos custos mensais das construtoras para a utilização nos reajustes dos contratos de obras.

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