Preço de imóvel usado sobe 35,58% e derruba vendas em São Paulo

Maioria (58,59% do total) foi vendida com pagamento à vista; já locação residencial teve queda de 10,93%.

São Paulo / 11:55 - 24 de jan de 2020

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Os preços médios do metro quadrado dos imóveis usados vendidos por imobiliárias aumentaram 35,58% em novembro último em relação a outubro na cidade de São Paulo e acumulam alta de 35,95% nos 12 meses contados a partir de dezembro de 2018. São mais de 30 pontos percentuais acima da inflação de 3,27% medida pelo IPCA do IBGE nesse mesmo período.

O aumento de 35,58% em novembro foi o maior desde o início de 2019, segundo os números apurados mensalmente pelas pesquisas feitas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) com imobiliárias da capital. Em novembro, 277 empresas foram consultadas.

A consequência do aumento dos preços médios do metro quadrado foi a queda de 17,28% nas vendas na comparação de novembro com outubro. Na capital, 68,69% das vendas foram em apartamentos e 31,31% em casas.

Em novembro, segundo a pesquisa Creci-SP, 47,47% das casas e apartamentos vendidos tinham preço final de no máximo R$ 500 mil e 50,79% do total negociado enquadrou-se nas faixas de até R$ 6 mil o metro quadrado.

A pesquisa Creci-SP registrou descontos variáveis sobre os preços fixados inicialmente pelos donos dos imóveis vendidos em novembro na capital. Eles foram em média de 5,64% para os situados em bairros da Zona A, de 13,5% para os da Zona B, de 7% para os da Zona C e de 6,75% para os da Zona D.

A maioria dos imóveis - 58,59% do total - foi vendida com pagamento à vista. Os financiamentos bancários ficaram em segundo lugar, com 38,38%, seguidos pelo pagamento parcelado pelos donos dos imóveis, com 2,02%, e pelos consórcios imobiliários, com 1,01%.

A Zona C, que reúne bairros como Tremembé e Vila Guilherme, e a Zona A foram onde mais se vendeu imóveis usados em novembro - 36,36% e 37,39% do total, respectivamente. O restante distribuiu-se pelas Zonas B e D, ambas com 11,09%; e pela Zona E, que agrupa bairros como São Miguel Paulista e Parelheiros, com 4,07%.

A pesquisa Creci-SP também apurou que a preferência dos compradores em novembro recaiu sobre os imóveis de padrão médio, com 74% de participação no total vendido, seguido pelos de padrão luxo (10%) e padrão standard (16%).

Já o número de imóveis residenciais alugados em novembro na cidade foi 10,93% menor que o de outubro, segundo apurou a pesquisa que o Creci-SP fez com 277 imobiliárias. Do total de imóveis alugados 51,52% eram apartamentos, e 48,48% eram casas.

A queda de 10,93% no número de novas locações em novembro reduziu de 32,68% para 21,75% o saldo positivo acumulado no período de dezembro de 2018 a novembro último.

Ao contrário do que ocorreu com os preços de venda dos imóveis usados, os valores médios dos aluguéis novos caíram 0,74% em relação a outubro, mas nos 12 meses contados desde dezembro de 2018 acumulam aumento de 11,51% para uma inflação de 3,27% nesse mesmo período, a do IPCA do IBGE.

Mais da metade dos imóveis alugados em novembro (55,05%) vai custar aos inquilinos aluguéis mensais de até R$ 1.400. No segmento de apartamentos, o aluguel que mais aumentou foi o de apartamentos de três dormitórios em bairros da Zona C - subiu da média de R$ 2.767,59 em outubro para R$ 3.794,44 em novembro, uma alta de 37,1%.

Entre as casas, o aluguel que mais subiu - 26,01% em média - foi o das de dois dormitórios situadas em bairros da Zona B, que pulou de R$ 1.314,29 em outubro para R$ 1.656,15 em novembro, segundo a pesquisa Creci-SP.

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