Preço do diesel pode cair mais de R$ 1,18 por litro

Uma nova política de preços para reajuste dos combustíveis permitira uma redução no valor cobrado pelo diesel nos postos superior a R$ 0,60 por litro. Uma proposta alternativa ao preço paritário de importação (PPI) para o diesel foi feita pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) em junho de 2019, e pode ser estendida aos demais derivados do petróleo.

O primeiro ponto destacado pela entidade é o fato de a estatal incorporar no preço dos combustíveis o custo de internação, por uma trader (importadora), que compra os produtos de refinarias nos Estados Unidos. “Ou seja, a Petrobras cobra da população brasileira um custo de internação com o qual não é onerada, uma vez que mais de 90% da demanda de diesel no Brasil pode ser atendida pelo parque nacional de refino.”

Outra medida que pode contribuir para reduzir a volatilidade do preço do diesel no mercado doméstico é a definição de períodos mensais para o reajuste, quando houver elevação do preço do petróleo combinada, ou não, com desvalorização da taxa de câmbio.

A proposta leva em conta o preço do diesel produzido nos Golfo dos Estados Unidos (FOB-USCG); o preço competitivo para exportação de diesel pelas refinarias brasileiras, chamado de preço paritário de exportação (PPE); e os custos de exploração, produção e refino para a produção do diesel pela Petrobras.

A política proposta, chamada de Preço Justo e Competitivo (PJC), permite a redução do preço do diesel vendidos nas refinarias da Petrobras de R$ 0,10 a R$ 0,76 por litro, em função da variação do preço do petróleo Brent, de US$ 30 a US$ 120 por barril. A taxa de câmbio considerada pela Aepet foi de R$ 4 por dólar. Com a moeda norte-americana a R$ 5,45, como fechou a cotação nesta segunda-feira, a redução seria quase 40% maior.

Os preços ao consumidor final, nos postos de distribuição, seria de R$ 0,15 a R$ 1,18 por litro, novamente levando em conta o dólar de junho de 2019. “A política de preços proposta preserva a lucratividade e capacidade empresarial da Petrobras, compatível com seu desempenho histórico e consistente com seus pares da indústria internacional”, ressalta a Aepet.

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