Preço dos alimentos no mundo sobe pelo 10º mês consecutivo

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Plantação de soja (Foto: divulgação)
Plantação de soja (foto divulgação)

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou que os preços dos alimentos, em março, subiram pelo décimo mês consecutivo. A média de 118,5 pontos do mês passado registrou uma alta de 2,1 pontos se comparada a fevereiro. Este é o índice mais alto desde 2014.

O aumento foi provocado pelo preço do óleo vegetal e dos laticínios. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO acompanha as mudanças mensais nos preços internacionais dos alimentos da cesta básica.

O aumento dos preços dos alimentos, combinado com a perda de renda pela pandemia, levará mais pessoas a morrerem de fome no mundo, advertiu o Fundo Monetário Internacional (FMI) no relatório Perspectivas da economia mundial 2021, divulgado esta semana.

Os consumidores de carne também notaram uma subida de 2,3% em média nos mercados com relação ao que pagavam em fevereiro. O aumento de importações pela China e a venda na Europa, antes do feriado de Páscoa, causaram a alta. O preço da carne bovina permanece estável.

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Os cereais registraram leve queda de 1,8%. Mesmo assim o preço é 26,5% mais alto que em março do ano passado. As perspectivas de safras favoráveis de trigo este ano, assim como milho e arroz, estão evitando novas elevações.

Outra queda foi registrada no preço do açúcar após estimativas de exportações da Índia. Ainda assim, a média é 30% acima do valor cobrado em 2020.

A FAO espera que esta produção mundial de cereais aumente pelo terceiro ano consecutivo. O consumo de cereais está previsto agora em 2,777 bilhões de toneladas, 2,4% maior do que no ano passado.

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