Preços altos estão aqui para ficar, dizem analistas

Inflação tem queda muito pequena nos EUA e segue batendo recordes em outros países.

A inflação nos EUA – a maior em 40 anos – desacelerou um pouco em abril, mas os preços devem permanecer em alta no futuro próximo, disseram economistas ouvidos pela agência de notícias Xinhua nesta quarta-feira.

“A boa notícia é que a inflação está finalmente começando a cair de sua alta de quatro décadas, embora muito modestamente”, disse Desmond Lachman, membro residente do American Enterprise Institute e ex-funcionário do Fundo Monetário Internacional. “A má notícia é que a inflação continua alta demais para o Federal Reserve desistir de seu curso proposto de aperto agressivo da política monetária, que está sendo feito em uma tentativa de controlar a inflação”, disse Lachman.

O Índice de Preços ao Consumidor aumentou 0,3% em abril, abaixo do 1,2% em março, informou o Bureau of Labor Statistics (BLS) dos EUA. A inflação acumula alta de 8,3% nos últimos 12 meses, ligeiramente abaixo dos 8,5% registrados em março.

Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo, disse que um pico na inflação está começando a se formar, ano a ano. Com tantos problemas ocorrendo globalmente, que afetam os preços das commodities e a mão de obra, os fundamentos da inflação elevada permanecerão no futuro próximo, disse Bullard.

Outros países, como Alemanha, também divulgaram índices de inflação recordes. No Brasil, o IPCA teve a inflação mais alta para abril desde 1996. O indicador acumula alta de 12,13% em 12 meses. Analistas do mercado financeiro já revisaram para cima as projeções para o ano; há quem espere taxa de 2 dígitos.

Leia também:

EUA têm a maior inflação desde 1981: 8,5% em março

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