Imóveis comerciais tiveram estabilidade em janeiro

O preço médio de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² permaneceu praticamente estável (+0,01%) em janeiro de 2021, assim como o preço médio de locação desse segmento (+0,01%). Como resultado, ambos resultados do Índice FipeZap Comercial foram inferiores às variações do IPCA/IBGE (+0,25%) e do IGP-M/FGV (+2,58%) no período. No caso específico do preço médio de venda, os aumentos observados em cidades como Campinas (+0,93%), Curitiba (+0,36%), São Paulo (+0,20%) contrastaram com os recuos registrados em outras localidades, a exemplo de Brasília (-1,24%), Belo Horizonte (-0,39%), Porto Alegre (-0,28%), Florianópolis (-0,28%) e Rio de Janeiro (-0,18%). Já no caso do preço médio de locação do segmento, Rio de Janeiro (-0,69%), Niterói (-0,39%) e Curitiba (-0,10%) registraram variações negativas em janeiro, ao passo que as demais cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial apresentaram elevação no preço médio no mesmo período: Salvador (+1,03%), Brasília (+0,99%), Campinas (+0,32%), Porto Alegre (+0,31%), Florianópolis (+0,31%), Belo Horizonte (+0,28%) e São Paulo (+0,04%).

O preço médio de venda comercial acumula queda nominal de 1,32% nos últimos 12 meses, enquanto o preço médio de locação desse segmento exibe recuo de 1,18%. Comparativamente, ambos resultados são inferiores às variações acumuladas pelo IPCA/IBGE (+4,56%) e pelo IGP-M/FGV (+25,71%) para esse recorte temporal. Entre as cidades monitoradas, as maiores quedas envolvendo o preço médio de venda comercial foram registradas em: Brasília (-10,05%), Belo Horizonte (-3,79%), Rio de Janeiro (-3,47%), Porto Alegre (-3,12%), Niterói (-2,72%) e Curitiba (-0,24%). Quanto ao preço de locação, as cidades que apresentam as maiores quedas foram: Rio de Janeiro (-6,68%), Curitiba (-4,48%), Belo Horizonte (-0,60%), Florianópolis (-0,54%), Brasília (-0,47%) e Salvador (-0,28%).

Em janeiro, o valor médio do m² de imóveis comerciais nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial foi de R$ 8.413/m², no caso de imóveis comerciais anunciados para venda, e de R$ 37,07/m², entre aqueles destinados para locação. Entre todas as 10 cidades estudadas, São Paulo se destacou com o maior valor médio tanto para venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² (R$ 9.615/m²), quanto para locação de imóveis do mesmo segmento (R$ 44,12/m²). Comparativamente, no Rio de Janeiro, os preços médios de venda e de locação de salas e conjuntos comerciais anunciados foram de R$ 9.275/m² e R$ 37,11/m², respectivamente.

Em janeiro de 2021, o retorno médio do aluguel comercial (anualizado) foi calculado em 5,43% ao ano, superando a rentabilidade do aluguel do segmento residencial (4,69% ao ano), bem como o retorno médio real de aplicações financeiras de referência.

No caso de residências, a procura por imóveis com espaço para home office deve disparar em 2021. Dados da plataforma Homer mostram que, para 45% dos profissionais do setor entrevistados, os imóveis que estarão no topo do ranking de procura neste ano serão os residenciais, com espaço para home office, e em regiões mais centrais. 43% também apostam nos imóveis residenciais um pouco maiores para oferecer conforto no trabalho à distância, mas longe dos grandes centros, número bem superior aos 10% que acreditam que a busca por compactos/estúdios será maior, e 3% que apostam nos imóveis comerciais.

Segundo Livia Rigueiral, CEO do Homer, a pandemia acabou acelerando uma mudança no comportamento das pessoas que o mercado imobiliário já vinha notando. O home office, especificamente, despertou nelas a necessidade de mais espaço para abrigar o “escritório”, e mais áreas de lazer para aproveitar os momentos de folga em tempos de distanciamento social. “O mercado precisa se adaptar rapidamente para atender essa nova demanda”, comenta a executiva.

Levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) revelou que entre janeiro e dezembro de 2020, os financiamentos de imóveis com uso de recursos da poupança bateram R$124 bilhões, crescimento de 58% em relação a 2019. Não à toa, os corretores de imóveis estão otimistas quanto às vendas agora em 2021. 70% apostam que o aumento na compra de propriedades vai variar de 20% a até mais de 50%.

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