Preços de remédios e vacinas mil vezes maiores que custos

Medicamentos contra Covid ficarão restritos se não houver pressão social.

Se for desenvolvida uma vacina eficaz para combater a Covid-19, ela não será barata. Não apenas pelo valor que será cobrado, mas pelo esforço monumental de vacinar toda a população, algo que os especialistas consideram inviável. Mais provável é direcionar os esforços de vacinação para regiões mais atingidas. Calro, não faltará vacina para os mais ricos – na pandemia, a desigualdade social fica mais evidente.

Há também o fator lucro. Um estudo publicado pelo Journal of Virus Eradication compara os valores cobrados por tratamentos com drogas já existentes para outras doenças e que poderão vir a ser utilizadas contra a Covid-19 e seus custos em vários países. Como exemplos:

O sofosbuvir (utilizado no tratamento da hepatite C) custa em torno de US$ 5 para ser fabricado, mas tem um preço de tabela de US$ 18.610

Pirfenidona, usada na fibrose pulmonar, custa em torno de US$ 31 para um tratamento de 28 dias. Nos Estados Unidos, o valor pula para US$ 9.606; no Reino Unido sai mais em conta (US$ 2.561), assim como na França (US$ 2.344), mas os valores ainda são estratosféricos.

Ao calcular o preço das versões genéricas, os pesquisadores incluíram custos de exportação, taxas e até uma margem de lucro de 10%. Os laboratórios nem podem alegar que têm altos custos de pesquisa, pois em grande parte recebem incentivos públicos. O norte-americano Gilead Sciences, que fabrica o remdesivir, especulado para tratar a Covid-19, recebeu ao menos US$ 79 milhões de fundos governamentais dos EUA.

O Gilead teve lucro de US$ 5 bilhões no ano passado. Entre 2011 e 2017, Joe Grogan foi lobista do laboratório. Hoje, integra a força-tarefa da Casa Branca contra o coronavírus.

 

Economia e saúde preservadas

Houve menos demissões de empregados domésticos em março e abril de 2020 (um total de 703) do que nos mesmos meses de 2019 (945), ou seja, menos 242 empregados formais demitidos, equivalente a menos 25,61% demissões.

Mario Avelino, presidente do Doméstica Legal, atribui o resultado ao Benefício Emergencial, que garante pagamento de até R$ 1.813,03 aos empregados que tiverem seus contratos suspensos ou jornada de trabalho reduzida.

Estimo que, para maio e junho, pelo menos 900 mil empregados estarão suspensos ou com a jornada de trabalho e salário reduzidas, equivalente a 60% da categoria formal” afirma Mario Avelino. Mostra de que, se agir com celeridade, o governo consegue preservar economia e saúde.

O Doméstica Legal estima que 667 mil empregados domésticos formais fizeram isolamento social em abril. Ele chegou a esse número utilizando como base os dados a folha de pagamento da empresa que conta com 11 mil empregadores que assinam as carteiras de trabalho de 13 mil empregados domésticos em todo o Brasil.

 

Turismo

A Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ prossegue com a série de lives com os membros, sob a coordenação da vice-presidente de Relações Públicas, Viviane Fernandes. Os próximos serão Ana Botafogo (26 de maio), Philippe Seigle (22), Davi Bispo e Ana Cristina Rosado, sempre no Instagram @niceviaapiaturismo. O projeto é desenvolvido com o apoio da Escola Técnica de Turismo Cieth

 

Ditadura

Resumo, feito por interlocutor da coluna, do artigo do vice-presidente general Hamilton Mourão publicado nesta quinta-feira: “Mourão está defendendo abertamente é a ditadura. Um Executivo que ninguém poderá controlar ou julgar politicamente ou judicialmente”.

 

Rápidas

Nesta segunda, às 19h, o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), conversa com o grupo de ativistas A Liga, que lançará uma pré-candidatura coletiva na capital. Interessados poderão assistir a live no Facebook @aligario2020 *** O Itaú Social está com inscrições abertas para edital de destinação de recursos aos Fundos da Infância e da Adolescência. Inscrições aqui *** A advogada Silvia Rodrigues Pachikoski, especialista em arbitragem, debater regime societário das pessoas jurídicas de direito privado na PL 1.179/2020 no webinar gratuito que a Associação dos Advogados (Aasp) realizará nesta sexta-feira, às 10h. Inscrições aqui *** O Instituto Brasileiro de Insolvência (Ibajud) realizará dia 20, às 19h, uma live para debater as perspectivas para a retomada econômica, bem como alternativas jurídicas para a recuperação de empresas, com Ricardo Amorim e Bruno Rezende.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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