Preços dos imóveis no Rio registraram queda em junho

Valor de venda e de aluguel caíram, respectivamente, 0,1% e 0,9%; em São Paulo, lançamentos totalizaram 27.114 unidades.

Os valores médios para comprar ou alugar um imóvel no Rio de Janeiro, em junho, foram menores se comparados ao mês anterior. De acordo com o portal imobiliário Imovelweb, o preço médio do metro quadrado foi R$ 8.684, o que representa uma queda de 0,1% em relação a maio. Pela série histórica, os preços da cidade diminuíram entre 2017 e metade de 2019, acumulando uma queda de 8% no período. Desde estão, apesar da volatilidade dos preços, a tendência é de estabilidade.

Em 12 meses, houve um aumento de 1,4% no valor do m² no Rio de Janeiro. No mesmo período, os três bairros com alta mais expressiva foram Vila Kosmos (R$ 4.058/m², +15,4%), Anchieta (R$ 2.657/m², +18,5%) e Camorim (R$ 7.388/m², +19,2%). Já as maiores quedas ocorreram em Cidade Nova (R$ 6.813/m², -15,3%), Honório Gurgel (R$ 2.664/m², -13,8%) e Sampaio (R$ 3.425/m², -12,7%).

O relatório do Imovelweb também apontou que o aluguel médio de um imóvel padrão em junho foi R$ 1.894/mês, 0,9% a menos que no mês anterior. No primeiro semestre de 2021, o valor de locação caiu 0,8% e em 12 meses a redução foi de 4,4%.

Entre junho de 2020 e junho de 2021, os bairros que mais registraram queda no valor de locação foram Del Castilho (R$ 1.318/mês, -16,8%), Glória (R$ 2.225/mês, -16,4%) e Penha Circular (R$$1.002/mês, -16,0%). As maiores altas ocorreram em Padre Miguel (R$ 1.302/mês, +13,3%), São Conrado (R$ 2.617/mês, +15,3%) e Vargem Grande (R$ 1.459/mês, +16,0%).

O índice de rentabilidade imobiliária do Imovelweb relaciona o preço de venda e valor de locação do imóvel para verificar o tempo necessário para recuperar o dinheiro utilizado na aquisição do imóvel. No relatório de junho, o índice foi 4,06% bruto anual, o que significa que são necessários 24,6 anos para recuperar o valor investido na compra de um imóvel, 12% a mais que há um ano.

Já em São Paulo, Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou em junho deste ano a comercialização de 6.837 unidades residenciais novas na capital. O resultado foi 16,2% superior às vendas de maio (5.883 unidades) e ficou 129,1% acima das 2.984 unidades comercializadas em junho de 2020.

No mês, foram lançadas 6.940 unidades residenciais novas na capital, volume 17,8% inferior ao apurado em maio (8.443 unidades) e 244,4% acima do total de junho de 2020 (2.015 unidades).

De janeiro a junho, os lançamentos totalizaram 27.114 unidades, superando o recorde anterior do primeiro semestre de 2019, com o registro de 20.157 unidades lançadas. As vendas apresentaram resultados ainda melhores, com 29.935 unidades comercializadas, superando a última marca de 19.641 unidades negociadas também no semestre inicial de 2019. Os números ficam mais significativos se considerarmos a média histórica dos registros dos primeiros semestres de 2004 a 2020, período em que a média de lançamentos ficou em 12 mil unidades e a de vendas chegou a aproximadamente 13 mil unidades.

No semestre, as vendas (29.935 unidades) superaram os lançamentos (27.114 unidades), demonstrando o aquecimento do mercado e a aderência do comprador às unidades ofertadas. Em números, o comportamento pode ser medido com o registro, em junho, de 45.446 unidades disponíveis para venda, volume que levaria 8,5 meses para escoar, considerando-se a média de comercialização dos últimos 12 meses (5.371 unidades).

Até 2015, só era possível viabilizar empreendimentos que atendiam às demandas das classes média e alta, que correspondiam a aproximadamente 30 mil unidades por ano. A partir de 2016, legislação municipal específica referente à produção habitacional dentro dos parâmetros do então programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), hoje Casa Verde Amarela (CVA), incentivou o lançamento de empreendimentos econômicos na Capital, mudando o patamar desse mercado e atendendo uma grande parcela população. Essa mudança legal permitiu a elevação do número de unidades lançadas de 30 mil para 60 mil unidades ao ano.

O aumento do INCC nos últimos 12 meses (julho de 2020 a junho de 2021) foi de 17,36%, a maior variação acumulada em 12 meses registrada desde outubro de 2003 (17,8%).

Os imóveis de dois dormitórios destacaram-se no mês de junho em quase todos os indicadores: vendas (3.852 unidades), oferta (26.431 unidades) e lançamentos (3.373 unidades).

Por faixa de preço, os apartamentos com valor de até R$ 240 mil lideraram com os melhores indicadores de vendas (3.363 unidades), oferta final (21.288 unidades) e lançamentos (2.931 unidades). Unidades na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 registraram o maior índice de Venda sobre Oferta (14,5%) e os imóveis com preços acima de R$ 1,5 milhão obtiveram o maior Valor Global de Vendas (R$ 995,5 milhões) e o maior Valor Global de Oferta (R$ 7,6 bilhões). Em junho, 3.426 unidades vendidas e 2.774 unidades lançadas foram enquadradas como econômicas (parâmetros do programa Casa Verde e Amarela). A oferta desse tipo de imóvel totalizou 22.567 unidades disponíveis para venda, com VSO de 13,2%

No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 3.411 unidades vendidas, 4.166 unidades lançadas, oferta final de 22.879 unidades e VSO de 13,0%.

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