Preços dos imóveis no Rio seguem movimento de sobe e desce

Rio de Janeiro / 13:51 - 16 de nov de 2016

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

De acordo com o indicador de medição de preços do mercado imobiliário Índice Properati-Hiperdados (IPH), os preços dos imóveis de 29 das 50 grandes cidades brasileiras analisadas apresentaram queda. No comparativo entre as capitais analisadas, há um equilíbrio de cidades com variações para cima e para baixo, o que confirma o clima de instabilidade no mercado imobiliário brasileiro. A medição do índice desconsidera a inflação do período. A variação da amostra tanto do IPH-RES/A (de apartamentos) quanto do IPH-RES/C (de casas) representa o quanto estas amostras evoluíram de um mês para o outro. Após os preços médios dos imóveis à venda em São Paulo ensaiarem estabilidade em setembro, quando o IPH verificou um aumento de 0,20%, neste mês voltaram a cair: foi registrado queda de 1,18%. O m² do imóvel na capital custa hoje, em média, R$ 8.200. No Rio de Janeiro, os preços seguem tendência de sobe e desce - é bom lembrar que a passagem das Olimpíadas e das Paraolimpíadas influenciaram um movimento de valorização no início do ano. O custo dos imóveis na capital carioca subiu 0,48% em outubro, após queda de 0,97% em setembro. Em agosto, o indicador havia apontado uma alta de 0,15%; em julho, queda de 2,1%. Já os preços dos imóveis de Porto Alegre continuam em queda livre, mas o ritmo da queda em outubro foi mais contido que o observado nos meses passados. A desvalorização média dos imóveis chegou a 1,04% em outubro, após tombo de 2,15% em setembro. Em agosto, a queda foi de 2,29%, e em julho, de 1,9%. Em BH, os preços também mantêm tendência de queda. No mês passado, o IPH registrou um recuo de 0,75%, abaixo, no entanto, do observado em setembro, quando houve queda de 1,89% nos valores médios dos imóveis da cidade. Em agosto, a queda foi de 0,62%. Os imóveis da capital do Espírito Santo se desvalorizaram em 0,87% em outubro, ante uma leve valorização de 0,20% em setembro, segundo o IPH. Após apresentarem um aumento de 2,25% no mês de agosto, os preços dos imóveis colocados à venda em Goiânia mudaram de rumo: em setembro, caíram em 2,50%. Em outubro, nova queda: desta vez, de 2,13%. Os imóveis de Brasília, por sua vez, apresentam tendência de valorização. Em outubro, houve um aumento de 2,55% na média de preços, após uma alta de 0,74% observada em setembro. Curitiba também segue movimento de alta nos preços dos imóveis negociados na cidade. O IPH registrou alta de 1,16% em outubro - no mês anterior, os preços subiram em 2,81%. Os preços médios em Florianópolis subiram menos em outubro, quando o IPH identificou um aumento de 1,16%. Em setembro, a média de valorização foi de 2,13%. Na região do ABC paulista, apenas São Bernardo do Campo teve queda nos preços (-0,86%), enquanto Santo André e São Caetano do Sul tiveram valorização - altas de 0,68% e 1,39%, respectivamente. A mesma tendência foi observada em setembro, quando os preços em SBC caíram em 1,90% enquanto subiam em Santo André (0,10%) e em São Caetano (0,05%). No Nordeste, os preços seguem em alta em Belém (em outubro, houve aumento de 1,87%; em setembro, foi de 2,67%), Fortaleza (alta de 1,91% em outubro, ante 1,08% em setembro) e Salvador (aumento de 2,24% em outubro e 0,81% em setembro). Já Natal, sofreu uma reviravolta nos valores (após alta de 1,64% em setembro, registrou queda de 0,65% no mês passado), enquanto João Pessoa teve uma piora na tendência de desvalorização (em outubro, houve queda de 3,27%, após recuo de 2,16% em setembro). Para o diretor de Operações do Hiperdados, Wagner Dias, há um horizonte de melhora para o mercado imobiliário. - Há cada vez mais sinais que evidenciam certa melhora na confiança da economia. No caso específico do mercado imobiliário, os números não enganam: mais empreendimentos estão sendo lançados. Nesse sentido, vemos um claro sinal de melhora nas perspectivas - afirma. Dias observa que, como as medidas de austeridade d Governo Federal surtem efeitos a médio e longo prazo, o custo de financiamento de um imóvel permanece bastante alto, algo que torna a compra quase que inviável quando essa operação ocorre através de financiamento bancário. - Isso explica a flutuação dos preços para cima e para baixo nas principais cidades do país, conforme medido pelo IPH mensal.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor