Preços em alta elevam chance de Fed elevar juros em 0,75 ponto

Probabilidade de um aumento acima de 0,5 ponto percentual passa de 13,6% para 96%.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que os preços ao produtor subiram 10,8% em maio, na comparação com o ano anterior, o mais recente sinal de crescente pressão inflacionária, o que pode levar o Federal Reserve a aumentar as taxas de forma mais agressiva.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) para a demanda final em maio subiu 0,8%, após avanços de 0,4% em abril e 1,6% em março. Excluindo os componentes voláteis de alimentos, energia e serviços comerciais, o índice subiu 0,5% em relação a abril e 6,8% em 12 meses.

O resultado levou as Bolsas de Valores a quase estabilidade, com pequenas altas e quedas. As criptomoedas, porém, seguiram em forte baixa. A principal delas, o bitcoin, fechou em US$ 21.455,10, queda de 4,62%. Durante a manhã a criptomoeda chegou a ser negociada abaixo de US$ 21 mil.

A série de relatórios nos últimos dias indicou que a inflação não mostrou sinais de afrouxamento, o que deve levar o Fed a considerar um aumento mais agressivo dos juros em sua reunião desta quarta-feira.

Isso pode marcar uma grande mudança em relação às observações anteriores do presidente do Fed, Jerome Powell, e de outras autoridades, de que aumentos de 50 pontos-base na taxa de juros devem estar “na mesa” nas próximas reuniões.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do Chicago Mercantile Exchange Group, a probabilidade de um aumento de 75 pontos-base na reunião do Fed nesta semana foi de 96% nesta terça-feira, em comparação com cerca de 13,6% há um mês.

A expectativa média de inflação para um ano à frente aumentou para 6,6% em maio, acima dos 6,3% em abril, de acordo com uma pesquisa divulgada segunda-feira pelo Federal Reserve Bank de Nova York, um dos 12 bancos de reservas regionais do Sistema de reserva Federal. As expectativas de gastos das famílias no próximo ano aumentaram 1 ponto percentual, atingindo 9%, uma nova alta da série.

O dólar valorizou 0,46% em relação às seis principais moedas no final do pregão. O euro caiu para US$ 1,0414, de US$ 1,0426, e a libra esterlina caiu para US$ 1,1973, de US$ 1,2141.

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