Prefeitura proíbe funcionamento do comércio

Entidades defendem incentivos fiscais para evitar demissões.

São Paulo / 00:02 - 19 de mar de 2020

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A partir desta sexta-feira, o comércio da capital de São Paulo deverá ficar fechado. Decreto do prefeito Bruno Covas determina o fechamento das lojas até 5 de abril, por causa da crise do coronavírus. “As lojas poderão continuar a funcionar para balanços, entregas, inventário, pequenas reformas. Mas atendimento presencial fica proibido a partir de sexta-feira”, esclarece o prefeito de São Paulo.

Apenas padarias, farmácias, supermercados, postos de gasolina e feiras livres poderão funcionar. Restaurantes e lanchonetes também poderão abrir, mas obedecendo a distância mínima de um metro entre as mesas. O Governo do Estado também recomendou que o comércio não funcione.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo está preocupado com a manutenção do emprego e o pagamento de salário dos trabalhadores. Ricardo Patah, presidente da entidade, lembra que o país atravessa uma das mais graves crises econômicas de sua história, que poderá ser agravada caso os trabalhadores atingidos pelas medidas não recebam seus salários.

Em carta aberta aos governantes, entidades da área de saúde – como Abrasco e APSP – defendem a concessão de incentivos fiscais para empregadores, de modo a evitar demissões nem cortes nos salários de trabalhadores domésticos, de pequenas, médias e grandes empresas durante a incidência da pandemia.

Defendem ainda assistência financeira direta em resposta ao coronavírus, no mínimo, dobrando o valor depositado mensalmente pelo Programa Bolsa Família, sem desconto posterior; fornecimento de itens de higiene; distribuição de cestas básicas, além da manutenção de fornecimento de alimentação via restaurantes populares, entre outras medidas emergenciais.

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