Outubro consolidou os títulos prefixados como destaque entre os papéis de renda fixa. As maiores rentabilidades do mês foram registradas pelos índices que acompanham esses papéis. O IRF-M 1+, carteira de vencimento superior a um ano, avançou 1,41%. Já o IRF-M 1, com menor prazo (até um ano), teve alta de 1,29%. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (17) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
“O mercado tem precificado o ciclo de queda da Selic, movimento que favorece os prefixados. A expectativa é que essa valorização continue até o início de 2026, quando as discussões sobre os cortes de juros do Banco Central estarão mais intensas”, afirma Marcelo Cidade, economista da Anbima. Segundo ele, o IMA-S, que replica a carteira de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), também cresceu 1,29% no mês.
Entre os títulos indexados à inflação, o IMA-B 5+, composto por NTN-Bs com vencimento superior a cinco anos, avançou 1,06%. “A alta é semelhante à registrada pelo IMA-B 5, que reflete papéis com prazo de até cinco anos e variou 1,03%”.
No consolidado, o IMA (Índice de Mercados da Anbima), que acompanha todos os títulos que compõem a dívida pública, teve rentabilidade de 1,23% em outubro.
Títulos corporativos
Marcelo Cidade cita que nas carteiras compostas por debêntures, o IDA-DI foi o destaque: os papéis indexados à taxa DI registraram crescimento de 1,08%.
O IDA-IPCA Ex-infraestrutura, composto por debêntures sem incentivo fiscal, avançou 0,73%. Já o destaque do mês anterior, o IDA-IPCA Infraestrutura, índice de debêntures incentivadas, teve queda de 0,59% em outubro.
A queda dos títulos incentivados impactou o resultado do IDA, índice que acompanha todas as debêntures marcadas a mercado, que fechou outubro com pequeno avanço: 0,32%. Todos os resultados estarão disponíveis nesta semana no Boletim de Renda Fixa, que pode ser acessado no Anbima Data, plataforma gratuita de dados dos mercados financeiro e de capitais.

















