Presidente da Alerj é preso pela PF

Rodrigo Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da operação que prendeu TH Joias

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Rodrigo Bacellar (Foto: Alerj)
Rodrigo Bacellar (Foto: Alerj)

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso preventivamente, na manhã de hoje, durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar o vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Zargun.

Agentes policiais estiveram na Alerj no início da manhã e cumpriram mandados de busca na sala da Presidência. A ação ocorreu enquanto Bacellar prestava depoimento na sede da Polícia Federal, no Rio.

Minutos após o depoimento, o parlamentar foi detido preventivamente. Ele é suspeito de envolvimento no repasse de informações que teriam antecipado detalhes da operação que mirava o deputado estadual TH Joias (ex-MDB).

Segundo a PF, o vazamento comprometeu o andamento das investigações que resultaram na prisão de Thiego Raimundo dos Santos Silva (o TH Joias). A meta do novo inquérito é identificar os responsáveis pelo repasse ilegal de informações e esclarecer a conexão com agentes públicos.

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A operação de hoje cumpre um mandado de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação. Todos foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a nota divulgada pela Polícia Federal, a Operação Unha e Carne busca “combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas, o que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”.

A ação integra determinação do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 635 das Favelas), que delegou à Polícia Federal a apuração da atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio e suas conexões com agentes públicos.

No dia 3 de setembro de 2025, TH havia sido preso por suspeita de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele atuava como intermediário entre fornecedores e integrantes da facção criminosa.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro ainda não foi comunicada oficialmente sobre a operação de hoje. Assim que tiver acesso a todas as informações, irá tomar as medidas cabíveis.

Matéria atualizada às 14h33

Com informações da Agência Brasil

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