Presidente do TJRJ é o 8º convidado do Podcast Vozes da Lei

O magistrado falou sobre as novas iniciativas do TJRJ.

O Podcast Vozes da Lei recebe o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o desembargador Henrique Figueira. O magistrado é formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e deu os primeiros passos no universo jurídico no escritório do pai, onde desenvolveu o amor pelo direito sucessório. Tornou-se juiz, em 1988, aos 31 anos, e atuou na Região Judiciária Especial até assumir titularidade na Entrância Especial judiciando em Varas Cíveis e de Fazenda Pública. Há 17 anos, tomou posse como desembargador, tendo atuado na 1ª, 17ª e 5ª Câmaras Cíveis.
Sobre como será sua gestão para o biênio 2021/2022, o desembargador Henrique Figueira falou que seu foco à frente do TJRJ é estimular o avanço tecnológico do tribunal. “Estamos fazendo um esforço muito grande para implantar um parque industrial tecnológico de alto nível. Pensar no tribunal em termos de século 21. A pandemia mudou totalmente a forma de pensar a relação de trabalho e a forma de trabalhar na justiça”, explicou o desembargador. Ele também reforçou que o teletrabalho é uma realidade hoje e que focar na questão tecnológica é para melhorar a qualidade do serviço.
Somente no TJRJ são oito milhões de ações e na gestão e o novo presidente está investindo em técnicas de conciliação, mediação e solução e conflitos. “Estamos fazendo um convênio com uma universidade para desenvolver uma forma de mediação eletrônica, principalmente na área de consumo”, explica o desembargador.  Sobre a volta presencial das sessões, o desembargador
Henrique Figueira acredita que o tribunal está funcionando tão bem nos julgamentos, que mesmo com o fim da pandemia algumas sessões continuarão por videoconferência ou podem funcionar no formato híbrido. “Vai depender muito da composição de cada câmara, isso fica a cargo de cada desembargador resolver”, explica Figueira.
O TJRJ é reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça como o tribunal mais produtivo do país. Os pontos de maior destaque, na visão do presidente, é o trabalho humano, tanto dos servidores quanto dos magistrados: “A pandemia aumentou, consideravelmente, a quantidade de trabalho. Os profissionais passaram a trabalhar muito mais. O tempo útil de trabalho passou a ser muito maior. A produção aumentou muito”, explica o desembargador.
Sobre o combate da violência contra a mulher, o presidente do TJRJ explicou que o tribunal tem duas comissões que cuidam de violência doméstica. Fora do tribunal a Associação dos Magistrados criou a campanha em que mulheres vítimas de violência marcam um X na palma da mão e conseguem, com esse símbolo, denunciar para outras pessoas que é agredida. “As mulheres conseguem denunciar silenciosamente que estão sendo vítimas de violência doméstica. É uma excelente iniciativa”, diz Henrique.
O magistrado ainda lembrou como foi a época de faculdade e confidenciou que sua principal inspiração era o pai, que foi advogado e procurador do Estado. O podcast Vozes da Lei pode ser acessado pelas principais plataformas de áudio.

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