Pressa suspeita

A autorização para que estrangeiros participem do controle das TVs por assinatura no Brasil, sem qualquer contrapartida dos países de origem dos novos proprietários – nos Estados Unidos, por exemplo, estrangeiros podem deter apenas 25% do capital das TVs – é assunto grave e complexo demais para ser ressuscitado e aprovado a toque de caixa no Congresso Nacional.

Integração
A proposta defendida, no Chile, pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, de eleição direta para o Parlamento Latino-Americano (Parlatino), foi apoiada pela mesa diretora do Parlatino. “A integração da região transcende às questões políticas e atinge outras dimensões da cidadania necessárias para o fortalecimento de todo o continente em esfera internacional. Por isso apoiamos a consolidação dos organismos interparlamentares e o início de votações diretas para os representantes em tais instituições. Aprovamos esta resolução para que a luta do Parlatino por eleições diretas de parlamentares latino-americanos se torne realidade”, declarou o presidente do Parlatino, deputado federal Ney Lopes (PFL-RN).

Sexagenária
Com 22 ganhadores do Prêmio Nobel em seu acervo e a obra de escritores do porte de Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Rubem Braga e Fernando Sabino, a Editora Record está completando 60 anos. Maior editora não didática da América Latina, possui cerca de 3 mil títulos em catálogo, com média de 220 obras lançadas por ano. A tiragem anual ultrapassa 6 milhões de livros, gerando 225 empregos.
Para o economista Sérgio Machado, diretor-presidente do Grupo Record, a crise que o país atravessa é menor que outras já superadas pelo grupo, como a da II Guerra Mundial. Ele destaca que, com a reciclagem do papel e o manejo sustentável das florestas, sua empresa é “totalmente do bem” agora. “Somando todas as empresas do grupo, é como se tivéssemos, na verdade, 250 anos: 60 da Editora Record, 70 da Civilização Brasileira, 70 da José Olympio e 50 da Bertrand”, contabiliza.

No sertão
A instalação da Ford na Bahia parece ter feito bem às vendas da montadora na região. O Nordeste responde por 23% das vendas de carros da montadora pela Internet, à frente de São Paulo, que vem no vácuo, com 22%. As vendas da Ford pela grande rede já respondem por 39% do volume total comercializado, somando cerca de 28.500 veículos até outubro. O crescimento maior ocorreu a partir de junho, com o lançamento do Novo Ford Fiesta, comercializado basicamente via Web.
Na Internet o cliente pode escolher o carro do modelo e da cor que desejar, sem ficar limitado às unidades disponíveis no estoque dos distribuidores. Mas a principal vantagem mesmo é o preço menor e com frete já incluso para todas as regiões do país.

Boi na sombra
Os números das vendas, no entanto, não escondem o fato de que a fábrica na Bahia é mais um excelente negócio financeiro do que produtivo. Com subsídios oficiais de cerca de R$ 3 bilhões por 15 anos, entre incentivos, renúncias fiscais, investimento e empréstimos dos governos estadual e federal, segundo levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari e de especialistas, a montadora norte-americana poderia se dar ao luxo de não vender um pneu sequer e ainda embolsar um belo lucro.

Sorte
Time mais popular de São Paulo, o Corinthians pode ganhar seu segundo título nacional este ano sem ter do que se queixar da arbitragem. No primeiro semestre, faturou a Copa do Brasil em cima do Brasiliense, auxiliado por duas falhas na arbitragem no jogo em São Paulo, que possibilitaram abrir tranqüila margem de gols e ir para o jogo de volta, em Brasília, com a taça nas mãos. Como o time da capital federal é novo e ainda sem grande torcida e pertence ao ex-senador Luiz Estevão – collorido e que teve seu mandato cassado após acusações de envolvimento com o juiz Nicolau no TRT-SP – as denúncias morreram.
Na semifinal do Campeonato Nacional, o Corinthians venceu o Fluminense na última quarta-feira, no Morumbi, novamente com falhas da arbitragem: marcou gol num lance em que seu atacante fez falta no jogador de defesa do tricolor carioca e ainda contou com a marcação de um impedimento no momento em que um atacante do Fluminense entrava na área livre diante do goleiro (o tira-teima mostrou que não havia irregularidade na posição do jogador).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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