Prévia da inflação mostra maior alta em quase 19 anos

Mercado financeiro destaca que núcleo do IPCA-15 atingiu maior valor da série histórica.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, ficou em 0,59% em maio. Apesar de abaixo da taxa de abril (1,73%) veio acima do índice de maio de 2021 (0,44%). É a maior alta para o mês desde 2016. No ano, o IPCA-15 acumula 4,93% e, nos últimos 12 meses, 12,20%, acima dos 12,03% registrados em abril, sendo a maior taxa para 12 meses desde novembro de 2003, quando o acumulado foi de 12,69%.

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto habitação (queda de 3,85%), influenciado pela redução de 14,09% na energia elétrica, informa o IBGE.

Marco Caruso e Eduardo Vilarim, do Banco Original, ressaltam veio acima do esperado pelo mercado financeiro (mediana medida pela Bloomberg de 0,45%. Entre as principais pressões altistas, encontram-se os preços livres e de serviços. “Esse número eleva as expectativas para um IPCA fechado em maio de 0,59%”, destacam Caruso e Vilarim. “Projetamos um IPCA de 9% para 2022.”

“Transportes, saúde e vestuário foram as aberturas que mais descolaram de nossas projeções. Transportes se mostrou ainda bastante pressionado, avançando 1,80% influenciado pela alta da passagem aérea e combustíveis, com destaque para o etanol e gás veicular, após elevações do diesel e da gasolina observadas nos meses anteriores”, destaca a análise do Original.

“Seguindo a tendência do índice geral, a média dos núcleos (série que exclui os itens mais voláteis do cálculo) atingiu o patamar de 10,14% em 12 meses, acima da divulgação anterior (9,36%), mostrando-se bastante pressionados”, finalizam.

“A média dos cinco núcleos acompanhados pelo Banco Central acelerou para 1,10% no mês (se comparado ao 0,87% em abril), maior valor da série histórica”, complementa Felipe Sichel, economista-chefe do Banco Modalmais.

“A composição do IPCA-15 de maio foi extremamente desfavorável. A queda expressiva na energia elétrica não foi capaz de atenuar as fortes elevações de itens subjacentes, ampliando os riscos de que tenhamos inflação elevada por mais tempo. Além disso, observamos aceleração dos serviços intensivos em trabalho, com tendência de alta dada a projeção mais forte para a atividade econômica. Na nossa leitura, esta divulgação corrobora a projeção de mais duas elevações de 50bps [pontos] na Selic, terminando o ano em 13,75%”, analisa Sichel.

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