Primeira prévia da carteira do Ibovespa reúne 82 ativos e 79 empresas

380
Mulher observa cotações da Bolsa de Valores
Mulher observa cotações da Bolsa de Valores (foto divulgação B3)

Os cinco ativos com maior peso na composição do índice Ibovespa B3, principal indicador do desempenho das ações mais negociadas da bolsa de valores, na primeira prévia da nova carteira são: Vale ON (11,060%), Itaú-Unibanco PN (8,362%) Petrobras PN (6,035%), Bradesco PN (4,201%). A primeira prévia tem como referência o fechamento do pregão de 27 de novembro, e registra a entrada da empresa Copasa ON (CSMG3) e a saída da CVC Brasil ON (CVCB3).

ON e PN são siglas para ações ordinárias e ações preferenciais, os dois principais tipos de ações negociadas na bolsa de valores. A principal diferença é que as ações ON dão direito a voto nas assembleias da empresa, enquanto as ações PN dão prioridade no recebimento de dividendos.

A composição das carteiras do Ibovespa B3 e dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil é revisada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro, com a possibilidade de entrada e saída de empresas de acordo com a metodologia de cada índice.

A nova carteira, que vai vigorar de 5 de janeiro de 2026 a 30 de abril de 2026, conta com 82 papéis de 79 empresas brasileiras (ações ordinárias, ON, e preferenciais, PN, de uma mesma companhia também podem integrar o indicador).

Espaço Publicitáriocnseg

Além da carteira oficial, a B3 divulga três prévias das carteiras, antes da divulgação da carteira definitiva, para que investidores e gestores de fundos, por exemplo, tenham previsibilidade quanto à necessidade de fazer ajustes no peso de cada papel em suas alocações: 1ª prévia no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira (1 de dezembro de 2025); 2ª prévia no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira (16 de dezembro de 2025); 3ª prévia cinco dias antes da vigência da carteira anterior (23 de dezembro de 2025); e Carteira definitiva (5 de janeiro de 2026).

O Ibovespa B3 reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa e que servem de referência para investimentos como os ETFs (Exchange Traded Fund), fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência, além dos futuros de Ibovespa e as opções sobre Ibovespa.

“O que define se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores”, informa a B3.

Com os índices, os investidores conseguem acompanhar o desempenho de carteiras formadas por ações de diferentes segmentos da economia, além de poderem diversificar seus investimentos por meio de produtos financeiros referenciados a esses índices.

Demais índices

A B3 também divulgou nesta segunda-feira a primeira prévia dos demais índices calculados pela bolsa do Brasil. Hoje, são 36 índices divididos em índices amplos, de governança, por setores da economia e ESG.

Além dos índices amplos como o IBrX 100 B3 e o IBrX 50 B3, há índices setoriais, como o IFIX B3, que acompanha o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados na bolsa; o IAGRO B3, ligado ao agronegócio; além dos índices ESG, como o ISE B3, que reúne as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade, o IGPTW B3, que reúne as melhores empresas para trabalhar e o ICO2, que oferece aos investidores um indicador com empresas que medem suas emissões de gases de efeito estufa.

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg