Os cinco ativos com maior peso na composição do índice Ibovespa B3, principal indicador do desempenho das ações mais negociadas da bolsa de valores, na primeira prévia da nova carteira são: Vale ON (11,060%), Itaú-Unibanco PN (8,362%) Petrobras PN (6,035%), Bradesco PN (4,201%). A primeira prévia tem como referência o fechamento do pregão de 27 de novembro, e registra a entrada da empresa Copasa ON (CSMG3) e a saída da CVC Brasil ON (CVCB3).
ON e PN são siglas para ações ordinárias e ações preferenciais, os dois principais tipos de ações negociadas na bolsa de valores. A principal diferença é que as ações ON dão direito a voto nas assembleias da empresa, enquanto as ações PN dão prioridade no recebimento de dividendos.
A composição das carteiras do Ibovespa B3 e dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil é revisada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro, com a possibilidade de entrada e saída de empresas de acordo com a metodologia de cada índice.
A nova carteira, que vai vigorar de 5 de janeiro de 2026 a 30 de abril de 2026, conta com 82 papéis de 79 empresas brasileiras (ações ordinárias, ON, e preferenciais, PN, de uma mesma companhia também podem integrar o indicador).
Além da carteira oficial, a B3 divulga três prévias das carteiras, antes da divulgação da carteira definitiva, para que investidores e gestores de fundos, por exemplo, tenham previsibilidade quanto à necessidade de fazer ajustes no peso de cada papel em suas alocações: 1ª prévia no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira (1 de dezembro de 2025); 2ª prévia no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira (16 de dezembro de 2025); 3ª prévia cinco dias antes da vigência da carteira anterior (23 de dezembro de 2025); e Carteira definitiva (5 de janeiro de 2026).
O Ibovespa B3 reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa e que servem de referência para investimentos como os ETFs (Exchange Traded Fund), fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência, além dos futuros de Ibovespa e as opções sobre Ibovespa.
“O que define se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores”, informa a B3.
Com os índices, os investidores conseguem acompanhar o desempenho de carteiras formadas por ações de diferentes segmentos da economia, além de poderem diversificar seus investimentos por meio de produtos financeiros referenciados a esses índices.
Demais índices
A B3 também divulgou nesta segunda-feira a primeira prévia dos demais índices calculados pela bolsa do Brasil. Hoje, são 36 índices divididos em índices amplos, de governança, por setores da economia e ESG.
Além dos índices amplos como o IBrX 100 B3 e o IBrX 50 B3, há índices setoriais, como o IFIX B3, que acompanha o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados na bolsa; o IAGRO B3, ligado ao agronegócio; além dos índices ESG, como o ISE B3, que reúne as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade, o IGPTW B3, que reúne as melhores empresas para trabalhar e o ICO2, que oferece aos investidores um indicador com empresas que medem suas emissões de gases de efeito estufa.

















