Privatização da Embrapa pode fazer preços de alimentos dispararem

Mudanças climáticas afetariam fortemente os produtores familiares.

O orçamento da Embrapa sofreu em setembro corte de R$ 118 milhões, que agrava a redução de mais de R$ 519 milhões ocorrida de 2019 para 2020. Neste ritmo, as atividades de pesquisa serão paralisadas, os preços dos alimentos poderão ficar mais caros e a segurança e a soberania alimentar estarão comprometidas, avisa o Sindicato dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf).

Os recorrentes cortes orçamentários vêm colocando em risco projetos, processos e atividades desenvolvidas pela empresa. A precariedade de recursos já atinge instalações e equipamentos, e a dificuldade para manter de forma adequada campos experimentais, rebanhos e recursos genéticos, entre outros, já é uma realidade.

Lucimar Santiago de Abreu, pesquisadora na Embrapa, disse que a empresa tem um papel fundamental para continuar produzindo alimentos. Segundo ela, mais de 70% dos produtos que chegam na mesa dos brasileiros são plantados pelos agricultores familiares. As mudanças climáticas podem afetar fortemente estes produtores, e a Embrapa é uma das empresas que podem dar esta sustentação técnica e ecológica para o país no âmbito da segurança alimentar para o país e o mundo.

O óleo de soja e o arroz registraram alta em 17 capitais em setembro. A elevação mensal ultrapassou 30% em alguns casos, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Dieese. O arroz agulhinha teve alta de 30,62% em Curitiba e de 27,71% em Vitória.

A Embrapa tem papel fundamental no desenvolvimento e na soberania alimentar do nosso país”, afirmou à CUT o pesquisador da Embrapa e diretor de Ciência e Tecnologia do Sinpaf, Mário Artemio Urchei. “Defender a Embrapa pública é defender o Brasil e os brasileiros.”

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