Privatização fake eleva ações da Copasa em 10%

Governo mineiro precisaria de apoio de 60% da Assembleia e mudar Constituição estadual.

Acredite se Puder / 18:05 - 27 de mai de 2020

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As ações da Copasa chegaram a subir 10% no pregão desta quarta-feira. Depois tiveram a alta reduzida para acima de 6,5%. O motivo foi que o Governo de Minas Gerais deu um passo no processo de privatização da companhia que comunicou ao mercado que recebeu ofício da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico autorizando a realização de consulta visando à contratação de serviços técnicos necessários à estruturação e implementação do processo da sua desestatização. A Copasa diz que manterá o mercado informado a respeito dos desdobramentos do assunto.

Contudo, de acordo com o Itaú BBA, a privatização é improvável, dada a falta de apoio político, pois o Governo de MG teria que contar com 60% dos votos de deputados para eliminar a exigência constitucional de realizar um referendo para aprovar a privatização. O banco também aponta que a aprovação da lei de saneamento é crucial para a privatização da Copasa e espera que isso aconteça no Senado nas próximas semanas.

A XP Investimentos também considera muito remota a possibilidade de privatização da companhia, pois o processo depende da aprovação do novo marco regulatório de saneamento básico; das alterações na constituição estadual de Minas Gerais para autorizar processos de privatização e alterações em cláusulas do contrato mais relevante da Copasa (Belo Horizonte) que afirmam explicitamente que sua validade depende da manutenção da Copasa sob controle estatal.

O Credit Suisse considera a notícia como positiva e abre espaço e supõe que a empresa tenha um estudo pronto ou bem encaminhado no momento que o PL do Saneamento seja aprovado, ressaltando que muitos investidores acreditavam que este assunto estava “engavetado” mas o sinal parece bastante positivo, não só para a Copasa, mas para potencialmente outros ativos. De toda forma, pode demorar algum tempo e depende de vários fatores.

 

Stone tem recuperação de 22,9% em maio

A Stone, empresa de meio de pagamento listada na Nasdaq, divulgou que seu lucro ajustado no primeiro trimestre do ano foi de R$ 162,3 milhões, queda de 12,9%, refletindo as medidas para absorver os impactos do vírus chinês que, no período ficaram em R$ 61 milhões, sendo R$ 35,8 milhões em despesas financeiras e R$ 25,2 milhões em ajuda financeira a clientes e inadimplência. A companhia, que possui capital aberto nos Estados Unidos, anunciou que apesar da queda do volume das operações em março, voltaram a subir 9% em abril e 22,9% até o dia 26 de maio.

Os analistas do Bradesco BBI viram com cautela essa recuperação, uma vez que a empresa demitiu 20% de sua equipe no início deste mês e, devido a isso, temem uma deterioração no segmento de pequenas e médias empresas, com muitos comerciantes fechando as portas entre junho e julho, o que pesaria sobre o volume total de pagamentos.

Devido ao cenário de incertezas, os do Itaú BBA reforçam a importância das informações diárias sobre o mercado de meios de pagamento. E ressaltam que nesse contexto, a Cielo fornece informações diárias sobre o Índice Cielo do Varejo Ampliado, com detalhamentos interessantes por setor. Acreditam que essas informações ajudem os investidores a prever melhor o desempenho do volume da PagSeguro, Stone e Cielo nos próximos trimestres.

 

E a Oi foi para o lixo

Em pouco mais de um mês, o rating da Oi rating passou do primeiro para o oitavo nível de lixo. A operadora brasileira foi rebaixada de B- para CCC+ pela agência de classificação Fitch, por causa das fracas tendências operacionais da empresa e deterioração do ambiente operacional brasileiro, o que dificultará o retorno da companhia ao crescimento e embora a tenha liquidez adequada em 2020, modelo de negócios e o desempenho financeiro são insustentáveis em relação aos requisitos de capex e serviço da dívida em 2022 e além.

 

CVM abre 2 inquéritos envolvendo o IRB

A Comissão de Valores Mobiliários abriu dois inquéritos para investigar possíveis irregularidades envolvendo a IRB Brasil. O primeiro envolve suposto conflito de interesse envolvendo a Squadra Investimentos, enquanto o segundo tem origem em suspeitas levantadas pela Squadra sobre as demonstrações financeiras do IRB.

 

Califórnia não registra nome do filho de Musk

O dono da Tesla e da Space X não registrou o filho, de três semanas, com o estrambótico nome de X Æ A-12 Musk, pois a California exige só as letras do alfabeto. O casal substituirá o ‘12’ por ‘Xii’, o equivalente na numeração romana. Depois, ninguém reclamará de bullying.

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